Genética animal: entenda a prática aplicada à carne bovina

1 de setembro de 2021 4 mins. de leitura
Nos próximos dez anos, o Brasil pode assumir a liderança do mercado global de genética animal. Entenda a prática

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Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e o segundo maior produtor. Em 2021, o rebanho nacional atingiu 214,7 milhões de animais, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. Porém, para a manutenção competitiva da bovinocultura no mercado interno e externo, é preciso uma produção de carne com máxima eficiência e padrão de qualidade. 

Há vários fatores considerados para atestar a qualidade da carne, e o principal é a maciez. De fato, já há o entendimento do mercado de que esse atributo varia conforme a raça do boi. Contudo, a ciência tenta padronizar a variação de qualidade que ocorre em uma mesma raça.

A genética animal em prol da qualidade da carne

O mercado de genética animal é segmentado em testes de doenças genéticas, testes de características genéticas, tipagem de DNA e outros. No Brasil, a raça zebu se adaptou muito bem e começou a ser empregada no cruzamento com o gado crioulo. Assim, mais de 80% do gado brasileiro é proveniente do gado zebu. 

Essa raça teve boa adaptação climática, mas sua utilização performou melhor como força de trabalho do que produção de carne, já que não atende a qualidade desejada. A ciência então começou a aprimorar as características da raça por meio de melhoramento genético, partindo do cruzamento de zebuínos com raças taurinas. 

Atualmente, o Brasil conta com uma participação de 12% no mercado mundial de genética animal. (Fonte: Pexels/LukasHartmann/Reprodução)

Por meio de testes de DNA, identifica-se o reprodutor que tem características genéticas que contribuem para a maciez da carne, viabilizando a seleção dos melhores animais. A partir disso, é feita a formação de rebanhos mais uniformes.

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Brasil se destaca no mercado mundial de genética animal

Para que o País se mantenha competitivo no mercado mundial de carne, é importante que as novas tecnologias sejam incorporadas na pecuária com a criação de programas de melhoramento genético animal. 

As previsões são de que, mundialmente, os setores de genética e nutrição animal, que englobam suínos, aves e bovinos, cresçam uma média de 6,6% ao ano, atingindo US$ 41 bilhões em todo o mundo. No País, as expectativas são ainda melhores, com avanço de 10% ao ano. 

O estudo realizado pela TCP Partners aponta que a demanda global por proteína animal impulsionará os mercados de todo o mundo. Em 2020, segundo o levantamento denominado “A genética e a nutrição aceleram a produção de proteína animal”: a receita bruta do mercado brasileiro de genética animal atingiu R$ 2,2 bilhões, crescimento de 10% em relação ao ano anterior. 

Segundo números da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), as exportações brasileiras de sêmen bovino cresceram 5% em 2020, atingindo 508.096 doses. (Fonte: Pxhere/birds007/Reprodução)

Hoje, boa parte do desenvolvimento genético é realizado na Europa e nos EUA, e é adaptado no País, em um processo chamado tropicalização. Mas, para a TCP Partners, o Brasil tem vantagens nesse crescimento, devido ao aumento de interesse por parte dos investidores às práticas modernas de inseminação artificial e transferência de embriões, e a conscientização dos produtores sobre as doenças genéticas veterinárias. 

Fonte: Embrapa, Compre Rural, Semana Acadêmica.

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