Como a agenda ESG de governança desafia o agronegócio brasileiro?

12 de maio de 2022 4 mins. de leitura
Entenda mais do que é a agenda ESG e como ela impacta o agro brasileiro, que passa por transformações importantes

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A produção do campo e da cidade tem suas peculiaridades, mas quando o assunto é governança o nível de exigência é o mesmo. Por isso, a agenda Environmental, Social and Governance (ESG) chegou para ficar também no agronegócio, exigindo mudanças importantes no setor.

Entenda mais do assunto e veja por que as questões sociais e ambientais que desafiam o agro brasileiro podem ser um passo para o País se consolidar na liderança do mercado no futuro.

O que é a agenda ESG?

Os eixos do ESG podem ser traduzido como ambiental, social e governança.
Os eixos do ESG podem ser traduzidos como ambiental, social e governança. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A agenda ESG, que pode ser traduzida como Ambiental, Social e Governança, é o marco de gestão mais importante do mercado atual e conduz as organizações a criarem políticas para estruturar suas atividades de modo sustentável em seus múltiplos aspectos.

Veja a estruturação de cada um dos eixos:

  • ambiental — a organização apresenta ações para minimizar o impacto na natureza e articula saídas para construir um ativo ambiental. Questões como uso de água, opção por energia renovável e manejo de resíduos são exemplos de condutas amparadas pelo “E” do ESG;
  • social — justiça social é o foco principal. Alinhar as relações com todos os públicos da organização e manter métodos democráticos, transparentes e respeitosos com cada um deles é fundamental. Isso envolve tanto a comunidade que circunda a empresa como os funcionários dela;
  • governança — criar espaços de diálogo e estruturar as tomadas de decisão a partir de princípios éticos e igualitários são formas de tornar a governança próxima dos aspectos anteriores. Ter uma boa política de conformidade institucional é um exemplo de conduta que se adéqua ao “G” do ESG.

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Como a agenda ESG impacta o agro?

A agenda ESG permite definir boas práticas no manejo da propriedade rural
A agenda ESG permite definir boas práticas no manejo da propriedade rural. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A agenda ESG já é uma realidade no campo e tende a se consolidar. Mas, na prática, o que ela oferece ao agronegócio como horizonte de soluções e boas práticas? O que muda?

1. Estabelecimento da questão ambiental como ativo

A principal importância da entrada da visão ESG nos negócios do campo é o tratamento destinado à questão ambiental. Em vez de ser um problema, uma trava ao desenvolvimento, ela se torna um valor a ser preservado, inclusive do ponto de vista financeiro.

Os principais mercados que recebem as commodities brasileiras cobram isso do País. Os europeus são um exemplo, por isso fortalecer os laços com esses compradores passa por criar boas práticas ambientais, o que torna o cuidado com o meio ambiente um ativo em vez de um problema.

2. Aplicação de uma governança transparente e inclusiva

A questão de gênero exemplifica a transformação do campo. Cada vez mais mulheres assumem espaços de gerência e lideram equipes, e isso é sinal não apenas da competência individual das profissionais, mas também do mérito das empresas, que passam a criar práticas de absorção delas nos espaços de decisão.

A agenda ESG pode auxiliar as propriedades rurais nessa transição, que já ocorre rapidamente, e envolve outros segmentos e desafios.

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3. Profissionalização da gestão do agronegócio

O agronegócio brasileiro movimenta aproximadamente R$ 1 trilhão ao ano, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A versatilidade do solo e do clima faz o Brasil ser conhecido como a terra onde tudo que se planta dá, mas é importante que o crescimento seja acompanhado da profissionalização da gestão rural.

Em muitos casos, as propriedades crescem, mas ainda são geridas de modo familiar. Esse pode ser um entrave ao desenvolvimento do setor e do próprio País, por isso a agenda ESG pode oferecer as melhores práticas dos mercados urbanos até o campo, com gestão de custos, controle organizacional, atração de investimentos, fortalecimento da marca, atenção à relação com cada público e muito mais.

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Fonte: AgroTools, PwC.

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