Defensivos biológicos: mercado prevê aumento de 52% em 2021

10 de junho de 2021 3 mins. de leitura
Os defensivos biológicos ajudam a combater pragas de forma menos agressiva nas lavouras

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Os defensivos agrícolas são a forma mais popular de combater as diferentes pragas que podem atingir uma produção agrícola. Em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estimou que o Brasil era responsável por 20% do uso de produtos químicos na agricultura em todo o mundo.

Entretanto, alguns desses materiais acabam sendo tóxicos e perigosos para o ambiente. Além disso, as pragas podem acabar se tornando resistentes aos agroquímicos por conta do uso contínuo e não racional desses produtos. 

Dessa forma, foram estudadas alternativas mais sustentáveis e duradouras para o combate às pragas. Dentre as maneiras criadas, destaca-se o defensivo biológico, que está em forte ascensão no Brasil. 

Os pesticidas, quando utilizados de forma desregulada, acabam-se tornando prejudiciais para o meio ambiente. (Fonte: Shutterstock/David Moreno Hernandez/Reprodução)
Os pesticidas, quando utilizados de forma desregulada, acabam-se tornando prejudiciais para o meio ambiente. (Fonte: Shutterstock/David Moreno Hernandez/Reprodução)

Crescimento no uso de defensivos biológicos

Um levantamento feito pela Consultoria Blink, em parceria com a CropLife, que representa a indústria de defensivos biológicos, estima um crescimento de 52% no uso dessas substâncias em 2021. Caso seja confirmada a estimativa, deve ser negociado o equivalente a R$ 1,7 bilhão em defensivos biológicos, com um destaque para o uso na soja e na cana-de-açúcar.

A venda de produtos biológicos para a soja deve ir de 44% para 46% em 2021. Segundo a Blink, a maioria dos defensivos utilizados nas lavouras da oleaginosa servem para o controle de nematoides e lagartas. 

Para a produção de cana-de-açúcar, a consultoria prevê um crescimento no faturamento das vendas de defensivos biológicos de R$ 264 milhões em 2020 para R$ 353 milhões em 2021.

Em um prazo mais longo, a CropLife espera um crescimento de 107% no uso dos produtos biológicos, chegando ao faturamento de R$ 3,7 bilhões até 2030 no Brasil.

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Os defensivos biológicos

Segundo Amália Borsari, diretora-executiva da CropLife, esses produtos são insumos agrícolas desenvolvidos a partir de um ingrediente ativo natural, ou seja, um “ativo biológico”.

Portanto, essa forma de controle de pragas se destaca pelo fato de utilizar microbiológicos (bactérias, fungos e vírus) e macrobiológicos (parasitoides e predadores) como princípio ativo. 

Por meio desses ativos, é criado um ambiente favorável para insetos benéficos na lavoura, que são inimigos naturais das pragas, o que auxilia na diminuição do uso de outros tipos de produto mais prejudiciais à lavoura.

Cerca de 30% dos agroquímicos são classificados como muito perigosos. (Fonte: Shutterstock/Valentin Valkov/Reprodução)
Cerca de 30% dos agroquímicos são classificados como muito perigosos. (Fonte: Shutterstock/Valentin Valkov/Reprodução)

Dessa forma, Amália defende que a prática é uma tendência da Agricultura 4.0, já que têm o objetivo de eliminar as pragas de forma menos agressiva para o meio ambiente, apresentando um índice de toxicidade mais baixo do que os agroquímicos tradicionais.   

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Fonte: Boas Práticas Agronômica, Lavoura – Blog da Aegro, Outline.

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