Controle biológico avança no Brasil

15 de outubro de 2018 2 mins. de leitura
O uso de produtos à base de bactérias, fungos, vírus, insetos ou ácaros tem crescido no País, inclusive em grandes culturas, como as plantações de soja
Agricultores brasileiros estão utilizando mais defensivos biológicos para combater pragas, evitando que elas se tornem resistentes a agroquímicos feitos para eliminá-las. Tais produtos, à base de bactérias, fungos, vírus, insetos ou ácaros, inimigos naturais das pragas nas lavouras, foram aplicados em 10 milhões de hectares no ano passado. A estimativa é de que em 2018 a área seja 25% maior, superando 12,5 milhões de hectares, diz a diretora executiva da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio), Amália Piazentim Borsari. Se confirmada a projeção, mais de 20% das lavouras brasileiras, que ocuparam 61,7 milhões de hectares na safra 2017/2018, terão utilizado o insumo natural. A receita do setor avança em ritmo semelhante. No ano passado, fechou em R$ 528 milhões. Desde que o segmento foi regulamentado, em 2006, 79 empresas ingressaram nesse mercado e a quantidade de produtos registrados chegou a 200, destinados a 86 “alvos” – 8% do total de pragas e doenças conhecidas. » Só o começo. Grandes companhias de defensivos têm interesse em conter a resistência das pragas aos agroquímicos, pois sabem que a alternância com o uso de produtos biológicos contribui para a eficácia mais prolongada dos seus produtos. Das associadas da ABC Bio, metade são multinacionais, segundo Amália. Nos próximos anos, o mercado vai continuar aquecido. Do faturamento global de US$ 2,5 bilhões em 2016, somente 13% vieram da América Latina – 30% da Europa; 27% da América do Norte e outros 27% da Ásia. Até 2021, a receita na região deve aumentar 40%, aponta estudo da consultoria Informa. No Brasil, sojicultores devem liderar a demanda. Hoje, eles aplicam biodefensivos em no máximo 20% da área. Confira a matéria na íntegra no Broadcast|Agro do Estadão.
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