Silvicultura: entenda por que a tecnologia é uma ótima aliada

2 de outubro de 2020 4 mins. de leitura
Saiba por que plantar árvores é só o começo de uma jornada longa e como a tecnologia pode contribuir para o reflorestamento

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Além de otimização de processos no campo, a tecnologia pode auxiliar na preservação e a recuperação ambiental. Berlim é um exemplo de cidade que tem usado a tecnologia para monitorar e incentivar a rega de árvores presentes no espaço urbano. As centenas de milhares de árvores da capital alemã foram mapeadas em um projeto ousado e, por meio de um aplicativos, os cidadãos conseguem dar uma “ajudinha” onde a chuva não chega. 

O campo pode também receber a atenção de tecnologias voltadas ao cuidado ambiental. A Inteligência Artificial (IA), por exemplo, pode ajudar no uso mais estratégico da água por meio do monitoramento em tempo real e diretamente de um smartphone — sabendo onde e quanto choverá, a irrigação mecanizada (por microaspersão ou por gotejamento) consegue complementar o trabalho das nuvens.

Nesse sentido, a novidade é que a tecnologia também pode chegar às florestas. Saiba como e por que as tecnologias de apoio à silvicultura são fundamentais na melhora da preservação ambiental. 

Por que monitorar florestas?

O avanço da tecnologia de imagem é uma aliada fundamental na observação de áreas reflorestadas ao longo do tempo. (Fonte: Shutterstock)

As agroflorestas permitem a eficácia na recuperação ambiental, integrando a produção com a preservação. O solo, o ar, a flora e a fauna são diretamente impactados pelo plantio de árvores, razão pela qual monitorar esses espaços é fundamental à manutenção da qualidade de vida dos seres e maior produtividade da lavoura e pecuária.

Há ainda outros benefícios. Além da importância ambiental, e a já comprovada melhora na produtividade da atividade agropecuária em sistemas integrados, esse nicho ganhou relevância diante de um mercado que se abriu a partir da negociação de créditos de carbono. Trata-se da comercialização de toneladas de carbono que deixam de ser emitidas. Assim, nações mais ecológicas têm bonificação monetária por preservar o meio ambiente ao vender àquelas que emitiram mais CO², apresentando créditos de carbono relacionados às toneladas do gás que deixaram de ser emitidas. 

Para mensurar quanto CO² deixou de ser emitido, compara-se a diferença entre uma área preservada e outra com emissão de poluentes. Por isso, há uma série de indicadores que auxiliam no monitoramento das florestas e de áreas preservadas. 

Porém, os projetos de reflorestamento para aumentar a área verde e potencializar esses benefícios podem passar por problemas quanto ao solo, às sementes, às técnicas de manutenção, entre outros. Por isso, acompanhar o crescimento das árvores é fundamental para perceber por que há falhas ou sucesso nesses empreendimentos e como aprimorar as práticas de novos projetos.

Tecnologia

Drones podem ser uma alternativa funcional e acessível para o monitoramento de áreas verdes. (Fonte: Shutterstock)

Diante dessas demandas, a silvicultura tem contato com o apoio da tecnologia, e os dados obtidos são bem importantes e alarmantes. A Global Forest Watch é uma entidade internacional que fornece dados atualizados, bem como tecnologia e ferramentas para auxiliar na proteção das florestas. Segundo a entidade, em 2019, a cada seis segundos a Amazônia perdeu uma área equivalente a um campo de futebol e, em 2020, tende a oferecer números ainda mais preocupantes. 

De acordo com a WRI Brasil, o aprimoramento das tecnologias de monitoramento florestal, como uso de drones e softwares, traz ganhos importantes, uma vez que permitem considerar elementos que não eram mapeados. As bilhões de árvores espalhadas em propriedades rurais são um exemplo: poder georreferenciá-las em escala regional, nacional e global é um ganho significativo.

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Fonte: WRI, GFW, Cnptia e eCycle.

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