Previsão de que o fenômeno La Niña ocorra em 2021 é de 70%

8 de setembro de 2021 3 mins. de leitura
O fenômeno climático La Niña afeta as previsões de chuva e temperatura do mundo todo. Saiba seus efeitos na agricultura brasileira

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O Departamento de Meteorologia dos Estados Unidos (Noaa) divulgou, na primeira quinzena de agosto, um relatório afirmando que a chance de o fenômeno La Niña ocorrer em 2021 é de 70%. Caso isso se confirme, o mês de agosto deve permanecer seco, setembro deve apresentar chuvas isoladas e apenas em outubro o nível de chuvas pode aumentar e ajudar a reverter a crise hídrica no Brasil. O fenômeno deve prosseguir até março de 2022.

La Niña é um evento climático natural e complicado que ocorre devido às mudanças de temperaturas nas águas do Oceano Pacífico, na região equatorial. O fenômeno pode ocorrer em intervalos de 2 a 7 anos e geralmente dura 24 meses, chegando na sua intensidade máxima no fim do ano em que começou a se desenvolver e dissipando-se no seguinte.

Temperatura dos Oceanos durante o La Niña de 2007 (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

O que é o La Niña?

Ao contrário do El Niño, o fenômeno La Niña deve-se a diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico, em relação à média normal histórica. Isso causa grandes mudanças nas temperaturas e chuvas ao redor do mundo. O resfriamento das águas ocorre por um fenômeno conhecido como afloramento, em que as águas mais profundas do oceano são trazidas para a superfície em um movimento vertical decorrente de determinados tipos de ventos. 

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Com esse movimento, as águas quentes do Pacífico equatorial leste são represadas mais a oeste do que o normal. Isso afeta as regiões onde as chuvas são esperadas, a quantidade e intensidade das massas de ar frio e as secas.

Mundialmente, o La Niña causa chuvas abundantes na Colômbia e na Austrália, o que pode causar enchentes. Na Argentina, Chile, Peru, Paraguai e Equador ocorre a diminuição das chuvas. 

La Niña pode causar enchentes ao redor do mundo. (Fonte: Chris Gallagher/Unsplash/Reprodução)
La Niña pode causar enchentes ao redor do mundo. (Fonte: Chris Gallagher/Unsplash/Reprodução)

As origens do La Niña ainda são controversas entre acadêmicos, mas a maior parte dos cientistas acredita que a alternância entre períodos normais, El Niño e La Niña, ocorre devido a ciclos solares que determinam maior ou menor radiação solar — o que influencia a temperatura das águas do Pacífico. Essas variações ocorrem na latitude 30º, onde nascem os ventos alísios, formados por zonas de alta pressão do ar. Como esse oceano cobre quase um terço da Terra, os efeitos influenciam o mundo todo.

Efeitos do La Niña no Brasil

No Brasil, o La Niña geralmente causa aumento das chuvas na Região Nordeste — principalmente nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte — e diminuição das chuvas na Região Sul e Sudeste, causando secas, um inverno muito árido e por vezes mais rigoroso. Também há uma tendência de fortes chuvas na região amazônica que pode causar a cheia de alguns rios. 

Fonte: Summit Agro, Info Escola, INPE, Brasil Escola, Ecycle, Mundo Educação.

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