Pesquisa e cooperativa impulsionam agronegócio no Brasil

22 de outubro de 2020 3 mins. de leitura
Caminho para sustentabilidade no campo passa pelo incentivo à pesquisa associada a modelos de produção socioeconômica que visem ao bem-estar das comunidades

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Quase dois terços dos produtores rurais brasileiros estão associados a alguma cooperativa, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). São quase 600 mil estabelecimentos agropecuários associados às cooperativas, de acordo com o último Censo Agro realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O cooperativismo é um importante indutor da sustentabilidade no campo e tem buscado parceiras para a realizar pesquisas a fim de aumentar a produtividade, por exemplo com instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), que oferecem programas de capacitação para o setor.

Dessa forma, as cooperativas se tornam qualificadas para oferecer aos associados assistência técnica, acesso à tecnologia inovadoras, a financiamentos e canais de comercialização da produção, além de estimular projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Assim, podem transformar a realidade do campo e impulsionar o agronegócio brasileiro.

Cooperativismo e sustentabilidade

Cooperativas dão a pequenos produtores acesso a maquinários, tecnologias e capacitações. (Fonte: Shutterstock)

Os princípios do cooperativismo estão intimamente ligados ao conceito de sustentabilidade. Para ser considerado sustentável, um negócio precisa considerar questões ambientais, de viabilidade econômica, justiça social e diversidade cultural, que são preocupações também de organizações cooperadas.

Além disso, as cooperativas, em sua essência, têm preocupação com questões como autonomia e independência, bem-estar da comunidade, participação econômica e gestão democrática.

Essas organizações têm um compromisso com o desenvolvimento de sua região. As cooperativas devem respeitar as peculiaridades sociais e a vocação econômica do local. Para tanto, desenvolvem soluções de negócios e apoiam ações humanitárias e socioambientalmente sustentáveis, voltadas ao desenvolvimento das comunidades onde estão instaladas.

Pesquisa e cooperativa

Parceria entre Embrapa e OCB envolvem cooperativas responsável por um terço da produção nacional de trigo em 2018. (Fonte: Embrapa/Divulgação)
Parceria entre Embrapa e OCB envolve cooperativas responsáveis por um terço da produção nacional de trigo em 2018. (Fonte: Embrapa/Divulgação)

A Embrapa e a OCB desenvolvem capacitações para a estruturação da cadeia produtiva de cereais de inverno há cinco anos. As atividades foram desenvolvidas por 155 profissionais de departamentos técnicos e multiplicadores de 40 cooperativas com atuação nos estados do Sul do País, além de Minas Gerais e São Paulo, que respondem por 9% da produção nacional de grãos.

A capacitação atingiu 730 técnicos que atendem quase 100 mil produtores rurais na região. A Embrapa estima que a área de aplicação direta dos conhecimentos foi de 340 mil hectares, mas tem um potencial de adoção em 1,4 milhão de hectares. As atividades contaram com o apoio da Fecoagro/RS, da OCESC/SC e da OCEPAR/PR.

Os principais resultados alcançados pelo trabalho foram o aumento da produtividade, a melhoria na rentabilidade e a redução de riscos na produção de grãos. Como exemplo da efetividade da parceria, em 2018 as cooperativas participantes produziram 2 milhões de toneladas de trigo, ou seja, 33% da produção brasileira do cereal naquele ano.

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Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ideia Sustentável, Agrodistribuidor, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).