Fundo disponibiliza R$ 48 milhões para distribuidores de insumos

19 de julho de 2021 4 mins. de leitura
Distribuidores de insumos do agronegócio poderão se beneficiar por meio da antecipação de CRPs

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A startup de crédito TerraMagma, em parceria com a Sparta e a Grano Capital, criou um programa de fundo para fomentar a produção agrícola no Brasil. O fundo, chamado FIDC Agro SGT, recebeu um aporte de R$ 48 milhões que estão disponíveis para as empresas distribuidoras de insumos agrícolas.

O objetivo principal desse montante é beneficiar as empresas desse setor por meio da antecipação de créditos agrícolas, como os CRPs – Cédula do Produto Rural. A Cédula do Produto Rural é um título que antecipa ou garante uma receita em troca da promessa de entrega de produtos rurais.

Essa modalidade garante aos agricultores, por meios legais, a venda de suas futuras produções. Atualmente, existem três tipos de CRPs no mercado: 

  • CRP física – o produtor se compromete a entregar o produto rural no dia acordado na cédula;
  • CRP financeira – o produtor que emite a CPR faz a promessa do pagamento no prazo acordado, em geral, após a venda da produção;
  • e-CRP – nova categoria que garante agilidade na emissão, no registro e na disponibilização do crédito, por meio do processo eletrônico.

Os distribuidores que fizerem uso do fundo poderão utilizar os créditos para operações de Barter, podendo assim realizar uma relação comercial de troca em que os insumos são trocados pela produção agrícola. 

De acordo com Bernardo Fabiani, diretor-executivo da TerraMagna, “a operação alimenta diretamente o motor do nosso país, o agronegócio. Distribuidores terão a oportunidade de ter dinheiro à vista em caixa, sair do risco da operação de Barter, além de aumentar suas vendas e conseguir descontos na compra de insumos”.

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Expectativas do setor diante do FIDC Agro SGT

De acordo com nota da TerraMagna, as expectativas em relação aos R$ 48 milhões disponibilizados são excelentes para ambos os lados: para quem precisa do crédito ou decide investir no fundo.

Isso porque o valor do fundo é arrecadado pelos investidores que esperam ter retorno sobre seus recursos. A estimativa da Startup é de que os investidores que aplicaram no fundo consigam rendimento de cerca de 11% ao ano. 

Os especialistas da organização também acreditam que há uma tendência de maior demanda para investimentos no agronegócio brasileiro. A alta do dólar, a possível entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a iminente implementação de sistemas de comércio de emissão de carbono são estímulos para que o mercado estrangeiro busque aplicar os seus recursos na agropecuária brasileira.

Com o crescimento desse interesse, os produtores rurais e os distribuidores de insumos agrícolas terão opções mais flexíveis e vantajosas de crédito e financiamento, o que ajuda a melhorar a relação de fluxo de caixa e lucro de seus negócios.

De acordo com dados divulgados pela empresa criadora do fundo, no ano de 2020 a startup de crédito movimentou mais de R$ 53 milhões com o serviço de antecipação de CRPs. Para o ano de 2021, a expectativa da TerraMagna é chegar aos R$ 500 milhões.

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Fonte: TerraMagna.

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