Agrotóxico de baixo impacto tem prioridade na análise de liberação

19 de novembro de 2021 4 mins. de leitura
Em 2021, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já registrou 65 novos agrotóxicos de baixo impacto

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está priorizando a análise e a liberação de agrotóxicos de baixo impacto, que oferecem o controle de pragas, com menor custo e baixo risco à saúde humana e ao meio ambiente. Neste ano, 65 produtos biológicos, microbiológicos, semioquímicos, bioquímicos e afins já foram registrados.

Em 2020, foram registrados 95 biopesticidas, um número recorde. Essa classe de produtos é uma das ferramentas que colaboram para proporcionar maior sustentabilidade para o agronegócio brasileiro. Além disso, ajudam a aumentar a produtividade e agregam valor ao produto final.

O Mapa espera ultrapassar esse número em 2021. O órgão lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, que tem como objetivo incentivar o uso de recursos biológicos na agropecuária brasileira e reduzir a dependência do País dos produtos importados. A iniciativa prevê o estímulo à produção de defensivos feitos a partir de micro-organismos benéficos para controle de pragas, parasitas e doenças, como fungos, bactérias e ácaros. 

Aprovação de agrotóxico

Defensivo com origem biológica tem analise até cinco vezes mais rápida em comparação ao agrotóxico químico. (Fonte: Agência de Notícias Cora Coralina/Reprodução)
Defensivo com origem biológica tem analise até cinco vezes mais rápida em comparação ao agrotóxico químico. (Fonte: Agência de Notícias Cora Coralina/Reprodução)

O processo de registro de agrotóxico envolve a avaliação de diversos órgãos governamentais. O Mapa avalia a eficiência ergonômica, enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por analisar o impacto na saúde humana e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) examina a influência do produto na natureza.

Um agrotóxico com base em ingredientes químicos demora cinco anos em média para obter o registro no Brasil. O biodefensivo agrícola pode ser aprovado em menos de um ano. Isso acontece porque houve um reforço entre as equipes responsáveis por priorizar as análises de produtos biológicos para acelerar as aprovações e aumentar a oferta desses produtos.

Muito trabalho ainda deve ser realizado para equilibrar o uso de ingredientes biológicos e químicos no agronegócio. Desde 2000, foram registrados 476 biopesticidas. No mesmo período, foram registrados 4 mil novos agrotóxicos e substâncias químicas para serem aplicadas na agricultura — mais da metade desses produtos foram aprovados nos últimos cinco anos.

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Mercado em crescimento

Biopesticidas com origem microbiana, aplicados tanto em frutas como vegetais e direcionados a insetos devem apresentar maior crescimento. (Fonte: Shutterstock/Motortion Films/Reprodução)
Biopesticidas com origem microbiana, aplicados tanto em frutas como vegetais e direcionados a insetos devem apresentar maior crescimento. (Fonte: Shutterstock/Motortion Films/Reprodução)

O mercado global de biopesticidas deve produzir 558 mil toneladas do produto, registrando um faturamento de US$ 9,6 bilhões até 2028, segundo relatório publicado pela consultoria Meticulous Research. Isso significa um crescimento médio anual de 11,7% entre 2021 e 2028, em termos de rendimento, e 9,6% em volume.

A produção de frutas e vegetais respondem pela maior parte do mercado de agrotóxico de baixo impacto. Isso é atribuído principalmente ao aumento da produção de frutas e vegetais e ao crescimento da agricultura orgânica em todo o mundo, além do aumento do número de doenças que afetam as culturas de frutas e vegetais.

O relatório indica que os biopesticidas compostos de bactérias, vírus e fungos devem crescer devido a fatores diversos, como maior seletividade; alta efetividade; ausência de efeitos adversos em humanos, plantas e animais; e facilidade de uso.

Em 2021, o segmento de bioinseticidas deverá representar a maior parte do mercado global de defensivos agrícolas biológicos e deve continuar sendo o principal produto até 2028. O crescimento desse tipo de produto é atribuído principalmente à conscientização sobre os riscos ambientais dos inseticidas químicos, uma alta prevalência de doenças causadas por insetos e o número crescente de pragas resistentes a inseticidas. 

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Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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