Exportações: agronegócio brasileiro abriu 48 novos mercados desde 2019

31 de maio de 2020 5 mins. de leitura
Com exportações em alta, agronegócio deve ter um 2020 melhor do que outros setores da economia nacional

Quer impulsionar seus negócios? Se inscreva no Summit Agronegócio, evento que reúne os maiores especialistas em agro do País.

***

O agronegócio, historicamente, é o protagonista do comércio exterior brasileiro: com vendas externas de US$ 96,8 bilhões em 2019, representou 43,2% de tudo o que foi exportado pelo País durante o ano. Em 2020, no contexto da crise sanitária causada pela pandemia de covid-19, a perspectiva para o setor é mais animadora do que para outras áreas, segundo análises publicadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).

Mercados importantes, como a China e a União Europeia, mantiveram o ritmo de importações, apenas com alguma queda no volume comercializado e atrasos na liberação de cargas em alguns portos. De janeiro a março de 2020, o Brasil registrou exportações de US$ 21 bilhões em produtos do agronegócio. A China foi responsável por 34% desse total; a União Europeia, por 17%; e os Estados Unidos, por 7% — indicadores muito semelhantes aos de 2019, de acordo com as análises do Cepea.

Outro fator que deve contribuir amplamente para as exportações brasileiras é a abertura de novos mercados: de acordo com estudo divulgado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), foram 48 mercados abertos em 21 países entre janeiro de 2019 e março de 2020. Esse número inclui, além da exportação para locais que não eram parceiros do Brasil, a ampliação de negócios já existentes, com a  homologação de novas empresas e a autorização de entrada de outros produtos.

Essa expansão é resultado de acordos comerciais assinados pelo governo brasileiro em um plano de expansão orquestrado pela FPA e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) chefiado pela Ministra Tereza Cristina. “Nestas visitas foi possível ampliar fronteiras comerciais, fazer novas conquistas de comércio”, declarou em nota o presidente da FPA, Deputado Federal Alceu Moreira (MDB-RS).

Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária
(Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária)

As novas fronteiras do agronegócio brasileiro

Os acordos comerciais assinados pelo governo brasileiro compreendem uma enorme variedade de produtos e países. Entre os mais importantes, é possível destacar a exportação de bovinos para Indonésia e Kuwait, além da retomada no comércio com os Estados Unidos. Essas oportunidades devem somar 25 mil toneladas anuais à exportação brasileira de bovinos, segundo a FPA.

O setor de pescados, por sua vez, deve ter incremento de 18% nas vendas para o exterior, com negociações no Marrocos e na Coreia do Sul. No sudeste da Ásia, também foi assinado um acordo para exportação de produtos avícolas para Singapura. A abertura do mercado indiano para a carne brasileira de frango deve representar crescimento de 7% a 8% nas vendas do setor.

Ainda no sudeste asiático, a China, que já é o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, habilitou 38 frigoríficos, sendo 22 de bovinos, 9 de aves e 6 de suínos. Além disso, o país assinou o primeiro contrato para importação de frutas brasileiras, sendo o melão a primeira delas, da qual é o maior consumidor no mundo.

Na África, destaca-se a abertura para o mercado de produtos lácteos no Egito, com potencial de movimentar até US$ 8 bilhões. Zâmbia, no sul do continente, iniciou a importação de bovinos vivos e de material genético desses animais. Outro tipo de material genético, de aves, começou a ser comprado por Marrocos e Emirados Árabes Unidos.

Fonte da imagem: Unsplash
(Fonte: Unsplash)

Conexão com mercados próximos

Países vizinhos, como México e Argentina, também estão ampliando o comércio com o Brasil por meio dos novos acordos comerciais. O primeiro já importa mais de 950 mil toneladas de arroz beneficiado ao ano; o segundo assinou acordos para compra de diversos produtos, incluindo carne de rã, embriões bovinos e sêmen suíno, além de subprodutos da indústria pecuária.

Os relatórios da FPA também destacam o cronograma de eliminação de barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias no comércio de produtos agropecuários entre Brasil e Argentina, prevista para acontecer até o fim de 2020. Depois disso, a expectativa é de que “não haja mais obstáculos ao comércio de produtos do agronegócio entre os dois países”, segundo um vídeo publicado na página da FPA em uma rede social.

As novas oportunidades de exportação representam boas notícias não apenas para o agronegócio mas também para a economia brasileira como um todo, especialmente no momento atual, em que tantos setores tiveram as suas atividades afetadas. “Aumentar as exportações possibilita gerar emprego e renda para os brasileiros”, analisa Zé Silva (Solidariedade-MG), membro da FPA.

Quer ficar por dentro das novidades sobre exportações no agronegócio? O Summit Agronegócio reúne especialistas e autoridades para discutir os temas mais relevantes do setor, como impacto do aumento do dólar e da pandemia nos preços, demandas e expectativas, além de selos necessários. Faça parte da evolução do agro e participe do evento mais completo do setor. Para saber mais, é só clicar aqui!

Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Gostou? Compartilhe!