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China se consolida como principal destino de exportação da soja brasileira

Agronegócio exporta US$ 9,29 bilhões e cresce 13,3% em março

China se consolida como principal destino de exportação da soja brasileira
05/05/2020 • 3 min. de leitura

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A China ampliou a participação nas exportações de soja, consolidando-se como principal parceiro comercial da agricultura brasileira. Ao todo, o agronegócio nacional aumentou o volume de exportações em 18,8% em março quando comparado ao mesmo período do ano anterior, em um acréscimo de 13,3% na receita, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As exportações alcançaram US$ 9,29 bilhões no mês, resultado US$ 1,09 bilhão superior a março de 2019, quando ficou em US$ 8,2 bilhões. A receita só não foi maior porque o índice de preço dos produtos exportados caiu 4,7%, de acordo com a Balança Comercial do Agronegócio, elaborada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI).

O setor teve 48,3% de participação nas exportações totais brasileiras no mês. As importações ficaram em US$ 1,28 bilhão, o que resultou em superávit de US$ 8 bilhões somente em março.

Exportação de soja para China

(Fonte: Shutterstock)

A soja, com receita de US$ 3,98 bilhões, foi o principal produto das exportações brasileiras: cerca de 76% do valor foi gerado com as vendas para a China. O país continua sendo o principal destino dos produtos nacionais e ampliou a sua participação de 34,2% em março de 2019 para 41% em março deste ano.

Os envios de soja em grão para os chineses subiram quase 50% em um ano: passaram de 5,9 milhões de toneladas em março de 2019 para 8,8 milhões de toneladas em 2020. Somente o produto embarcado para o mercado chinês gerou receita de US$ 3,02 bilhões, o que representa quase um terço do valor exportado pelo agronegócio brasileiro.

Exportação de carnes

(Fonte: Shutterstock)

As carnes representaram o segundo setor que mais contribuiu com a receita das exportações brasileiras, embarcando US$ 1,38 bilhão em março, com aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. A carne bovina registrou recorde em março, com US$ 637,81 milhões nas exportações e crescimento de 20,5% em relação a março de 2019. A carne suína ampliou a receita de vendas em 56,6% e também bateu recorde para março, com US$ 165,03 milhões. A exportação de frango teve um ligeiro decréscimo de 1,6% e registrou US$ 546,06 milhões.

Novos mercados para o agronegócio

Em março, o Brasil abriu mercado em oito países. Com a preocupação do possível desabastecimento pós-pandemia do novo coronavírus, diversas nações estão demandando produtos agrícolas brasileiros, além do aumento de vendas em outros locais. A carne bovina nacional agora tem mercado aberto no Kuwait e amplia a sua participação na Indonésia, com cota extra de 20 mil toneladas.

Outros locais aumentaram o número de estabelecimentos brasileiros autorizados a vender carnes e subprodutos. O Egito ampliou os comércios autorizados a vender frango e boi, além de ter liberado a importação de miúdos bovinos. A China atualizou a lista de lojas aptas a vender pescado. A Argentina passou a aceitar as certificações sanitárias para importação de embriões bovinos, sêmen suíno e carne de rã. Material genético de aves deve ser exportado para o Marrocos e os Emirados Árabes Unidos.

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Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).