Agronegócio usa tecnologia para reduzir impacto no meio ambiente

3 de novembro de 2020 4 mins. de leitura
Gigantes do setor, como JBS e Syngenta, aplicam tecnologia para promover sustentabilidade ambiental e alavancar negócios

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O agronegócio brasileiro se tornou um grande fornecedor de alimentos para o mundo e uma das principais alavancas do crescimento econômico do País. Essa importância, no entanto, está em risco por conta de práticas pouco sustentáveis, como a utilização de áreas desmatadas para a expansão das atividades e queimadas para abrir novos espaços de cultivo.

Com o aumento da preocupação com os efeitos das mudanças climáticas, o mercado internacional e os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes quanto à sustentabilidade ambiental das empresas. O número crescente de queimadas na Amazônia, por exemplo, já fez com que diversos compradores de produtos agropecuários brasileiros cancelassem contratos.

Gigantes do setor perceberam que a tecnologia permite alcançar altos níveis de produção sem causar devastação ambiental e desequilíbrio ecológico nas áreas produtivas. JBS e Syngenta, por exemplo, estão investindo em ferramentas tecnológicas para que seus produtos promovam o desenvolvimento econômico garantindo a preservação da natureza.

Blockchain para preservação

Monitoramento da JBS por satélite já desligou fornecedores que não cumpriram política de sustentabilidade. (Fonte: Shutterstock)

A JBS monitora 100% de seus fornecedores de bovinos por imagens de satélite, seguindo critérios rígidos de sustentabilidade, com tolerância zero para desmatamento, invasão de áreas protegidas, como terras indígenas ou unidades de conservação ambiental, trabalho análogo à escravidão ou uso de áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A empresa deseja utilizar a tecnologia blockchain para ampliar a inspeção da sua cadeia produtiva, acompanhando também as atividades dos abastecedores dos fornecedores. A ferramenta tecnológica utiliza a descentralização de informações como medida para registrar dados com segurança e confiabilidade.

A gigante do agronegócio pretende compartilhar a ferramenta de monitoramento com instituições financeiras, pecuaristas e outras empresas interessadas que desejarem adotar critérios socioambientais na relação com as suas cadeias de valor. As ações fazem parte do programa Juntos Pela Amazônia, que deve receber aporte de R$ 250 milhões nos próximos cinco anos.

Tecnologia para redução da emissão de carbono

Syngenta deixa de emitir 79 toneladas de CO2 por ano com Estação Experimental em Holambra. (Fonte: Shutterstock)

O Syngenta Group anunciou o investimento de US$ 2 bilhões em agricultura sustentável até 2025. Os recursos serão aplicados em ações contra a mudança climática e para evitar a perda de biodiversidade na recuperação da agricultura dos efeitos econômicos e sociais causados pelas restrições da covid-19.

A companhia quer lançar duas tecnologias disruptivas a cada ano para reduzir a emissão de carbono de suas operações em 50% até 2030. Uma das iniciativas da companhia é a Estação Experimental em Holambra (SP), primeira unidade da empresa no mundo a se tornar autossuficiente na geração de energia elétrica limpa.

A Syngenta também oferece uma plataforma que agrega modernas tecnologias e serviços para a gestão de lavouras e pretende agregar à plataforma novas funcionalidades alinhadas aos compromissos do seu Plano de Agricultura Sustentável.

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Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), JBS e Sygenta.