Tecnologias impulsionam agricultura vertical

25 de maio de 2020 3 mins. de leitura
Setor de agricultura vertical deve movimentar cerca de US$ 10 bilhões até 2025

A agricultura tradicional requer a utilização de grandes áreas para lavouras, o que acaba afastando a produção agrícola dos centros urbanos, onde a disponibilidade do solo é restrita. Para permitir a produção de alimentos nas cidades, cientistas desenvolveram a agricultura vertical.

Esse sistema ganha fôlego com a integração de tecnologias renováveis e de precisão para redução de custos e ganhos de produtividade. O setor cresce a uma taxa de 21,3% ao ano e deve movimentar US$ 9,6 bilhões até 2025, de acordo com a empresa americana de consultoria Grand View Research.

O projeto oferece redução de custos e aumento de lucros em comparação ao sistema tradicional. Em tese, qualquer alimento cultivado na terra pode ser plantado em uma fazenda vertical; no entanto, a produção apenas é rentável para hortaliças e alguns legumes e frutas.

O que é agricultura vertical?

(Fonte: Shutterstock)

A agricultura vertical é uma prática pensada para os grandes centros urbanos, considerada a tecnologia do futuro para alimentar a população mundial. Em um espaço fechado e reduzido, como edifícios, armazéns e contêineres, as plantas são cultivadas, geralmente em hidroponia, em camadas empilhadas ou levemente inclinadas.

Origem do conceito

O conceito foi difundido em 1999 pelo biólogo Dickson Despommier, da Universidade de Columbia, em Nova York, mas foi idealizado pelo físico italiano Cesare Marchetti, em 1979, quando ele buscava uma forma eficiente de alimentar a crescente população do mundo.

Controle sobre o ambiente

Nesse sistema fechado, todos os fatores ambientais, como luz, temperatura, gases, umidade e fertigação, podem ser ajustados de acordo com a necessidade de cada planta. Esse controle permite o uso consciente de recursos, em especial dos naturais que estão se tornando escassos, como a água.

A fazenda indoor ainda protege a plantação de intempéries, como chuva e vento, e de ataques de pragas e insetos. Com isso, a agricultura vertical permite o cultivo de alimentos orgânicos sem o uso de agrotóxicos.

Vantagens e desvantagens do sistema

(Fonte: Shutterstock)

A agricultura vertical apresenta como principal vantagem a possibilidade de um ambiente controlado, livre de danos causados por eventos naturais como secas, enchentes e pragas. No entanto, como desvantagem, o sistema precisa de recursos adicionais para operações de controle, como iluminação artificial, aquecimento e fornecimento de água.

Esse problema pode ser contornado com o aumento da eficiência da produção, utilizando o mínimo de água e energia, propiciado pela integração com outras tecnologias renováveis, como painéis solares, estufas e sistemas de captura de água. Essa tecnologia embutida pode, entretanto, elevar o custo da plantação, afetando a sua sustentabilidade econômica.

A fazenda vertical em área urbana contribui com a redução dos gases de efeito estufa ao diminuir os deslocamentos necessários para o transporte de alimentos. Além disso, cada metro quadrado utilizado no sistema pode produzir o mesmo que uma área até 20 vezes maior de terra, o que minimiza a necessidade de novas áreas de cultivo devido à superpopulação. Dessa maneira, os grandes centros urbanos poderiam continuar crescendo sem destruir áreas de floresta.

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Fonte: Ecycle e Introduceti.

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