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Tecnologia biológica é o futuro da agricultura

Mapa inclui a tecnologia biológica no plano safra 2020/21 por meio do Programa Nacional de Bioinsumos

Tecnologia biológica é o futuro da agricultura
14/08/2020 • 3 min. de leitura

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Com foco em promover a bioeconomia do país, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou o Programa Nacional de Bioinsumos. Em conjunto com outras entidades de pesquisa e desenvolvimento – como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) –, o projeto visa ampliar e fortalecer tanto a produção como o uso de insumos fabricados com base na tecnologia biológica.

Durante a live de lançamento do programa, a ministra do Mapa, Tereza Cristina, afirmou que o novo Plano Safra referente ao ciclo 2020/21 contemplará o fomento aos bioinsumos. Os produtos serão utilizados no controle de pragas e doenças, na nutrição do solo e em processos de pós-colheita. Os novos registros já estão sendo realizados.

Ainda de acordo com a ministra, atualmente cerca de 10 milhões de hectares já fazem uso de produtos com tecnologia biológica para o controle de pragas no Brasil. Além disso, os benefícios que se estendem a todas as cadeias produtivas reafirmam a tendência de que essa será a chave para o agronegócio do futuro.

A importância do estudo e da aplicação da tecnologia biológica no campo

tecnologia aplicada em plantas
(Fonte: Shutterstock)

Em primeiro lugar, a produção de bioinsumos e biofertilizantes apoiada pelo Governo tem como objetivo reduzir a dependência do País em relação a produtos e matéria-prima importados. Diante da biodiversidade brasileira, a produção nacional de tecnologia biológica reduzirá custos de produção e vai melhorara distribuição dos insumos aos produtores rurais.

Além disso, os estudos estão sendo desenvolvidos com foco em promover uma agricultura mais sustentável e produtiva. Como destaque, os insumos biológicos oferecem a mesma eficiência dos agroquímicos, porém com menor toxicidade, maior segurança e redução dos impactos ambientais.

De acordo com Tereza Cristina, a tecnologia biológica não se limita apenas a produtores da agricultura orgânica, mas se estende para todos os agricultores e cultivos. “Todos têm a ganhar [...] E o Brasil realmente se insere nessa política moderna de inovação tecnológica em que muitos bilhões poderão também ser economizados", completa a ministra.

Avanços do Brasil na tecnologia biológica

muda de planta
(Fonte: Shutterstock)

No início da segunda quinzena de junho, o Ministério da Agricultura registrou dois defensivos agrícolas bioquímicos inéditos que revelaram as evoluções no setor. Com base na avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses insumos foram classificados com a menor taxa de toxicidade existente na tabela de classificação.

Um desses defensivos é derivado de um agente biológico e promete eficiência na indução de resistência contra a ferrugem da soja. Já o segundo, derivado de extrato de alga, é um fungicida bioquímico para uso em hortaliças e frutas. Somente em 2020 já foram aprovados e registrados 26 novos produtos biológicos para uso na agricultura.

Os insumos com tecnologia biológica abrangidos pelo novo programa do governo englobam sementes, fertilizantes, produtos para as nutrições vegetal e animal, extratos vegetais, defensivos feitos a partir de microrganismos e produtos homeopáticos. “Essa bioeconomia, que a agricultura brasileira agora entrou de fato, é a mesma que queremos para o futuro”, pontua a ministra.

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Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).