Paraná deve produzir 25,5 milhões de toneladas de grãos na safra de verão

22 de outubro de 2021 4 mins. de leitura
Expectativa para safra 2021/22 é de melhora de 9% em relação ao último ano

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O Departamento Rural de Economia (Deral) divulgou um relatório com a expectativa de produção para a safra de verão 2021/22. O órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento afirma que o Paraná deve produzir 25,5 milhões de toneladas no período, o resultado deve ser 9% melhor do que em relação a 2020/21, quando foram colhidas 23,3 milhões de toneladas de grãos. A área total de plantio de grãos cresceu 1% no estado e atingiu 6,2 milhões de hectares.

Apesar dos números positivos em relação à última safra, os trabalhos estão abaixo da média histórica. Além disso, as condições climáticas desfavoráveis em várias partes do estado devem contribuir para que as expectativas de diversas culturas de grãos sejam reduzidas.

Soja

Para a próxima safra, o Paraná deve plantar 5,6 milhões de hectares de soja. Como a chuva já chegou em alguns pontos do Estado, a plantação começou nas Regiões Oeste e Sudoeste. Estima-se que sejam produzidas 20,96 milhões de toneladas do grão na safra 2021/22, o que representa um aumento de 6% em relação ao ano passado.

Produção de soja deve ser 6% maior do que no ano passado. (Fonte: smart.art/Shutterstock/Reprodução)
Produção de soja deve ser 6% maior do que no ano passado. (Fonte: smart.art/Shutterstock/Reprodução)

O valor recebido pelos produtores pela saca de 60 kg também deve aumentar, indo para R$ 157,00. Um aumento de 29% em relação aos R$ 122,00 praticados no último ciclo. 

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Trigo

As primeiras colheitas do trigo no Paraná estão com a produtividade abaixo do esperado. No momento, 11% das lavouras já foram colhidas e 58% estão em bom estado — muitas áreas foram afetadas pelas geadas e pela seca. A saca de 60 kg de trigo está sendo vendida a R$ 87, o valor representa um aumento de 40% em relação a setembro de 2020.

Milho

A segunda safra do milho sofreu grandes perdas com os problemas climáticos. A colheita foi de 5,5 milhões de toneladas, ou seja, 62,4% menor do que a expectativa de 14,6 milhões de toneladas. Os maiores responsáveis por essa perda foram a estiagem, as pragas e as geadas de junho e julho.

Milho foi a cultura de grãos mais afetada pelo clima e pelas pragas na última safra. (Fonte: Tony Savino/Shutterstock/Reprodução)
Milho foi a cultura de grãos mais afetada pelo clima e pelas pragas na última safra. (Fonte: Tony Savino/Shutterstock/Reprodução)

Para a primeira safra de 2021/22 já foram semeadas 45% das áreas previstas, a produção estimada é de 4,11 milhões de toneladas, 32% a mais que o último ciclo. O preço da saca de 60 kg subiu 68% em relação à última safra, indo de R$ 50  para R$ 84.

Café

Com quase 98% da área de café no Paraná colhida, a produção na safra 2020/21 chegou a 53,1 mil toneladas. Esse volume é 9% menor do que a safra anterior, e os preços estão em alta: a saca de 60 kg foi vendida por quase R$ 1 mil. Em setembro do ano passado, a média foi de R$ 481.

Feijão

A produção de feijão na primeira safra foi de 277 mil toneladas, volume 8% maior do que o do último ciclo. O plantio, que atingiu 22% no fim de setembro, é menor do que no ano passado, quando estava em 31% nessa época do ano. A queda se deve à redução das chuvas no período. Por outro lado, nesse ciclo, 97% das lavouras estão em boas condições, o que é um bom sinal para os produtores, especialmente se mais chuvas chegarem. O preço da saca de 60 kg em 23 de setembro foi de R$ 240,67 para o feijão preto e R$ 273,63 para o feijão tipo cores.

Fonte: Governo do Estado do Paraná, O Paraná.

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