Como o tempo seco influencia as safras brasileiras?

29 de setembro de 2020 3 mins. de leitura
Mudanças climáticas e tempo seco podem provocar quebras e dificuldades durante o controle de pragas

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O inverno acompanha uma série de preocupações para o agronegócio brasileiro. Como a atividade agrícola é altamente dependente de fatores climáticos para definir o sucesso das safras, as baixas temperaturas e o tempo seco podem aparecer como complicadores no segundo semestre.

Além disso, o Centro de Previsão do Clima (NOAA) dos Estados Unidos garantiu que o fenômeno natural La Niña deve atuar no resfriamento das superfícies do oceano Pacífico para os próximos meses, o que prejudicaria os países do Hemisfério Sul no cultivo de alguns grãos.

Safras de soja brasileiras saem desfavorecidas

Região Sul do Brasil sofreu com período de estiagens no começo do ano. (Fonte: Shutterstock)

Os EUA acabaram sofrendo com um alto índice de chuvas durante o ano de 2019, provocando alagamentos nas planícies e atrasando o calendário agrícola do segundo maior produtor de soja do mundo. Portanto, a tradicional falta de chuvas durante a La Niña não é de grandes preocupações entre os norte-americanos, que poderão aproveitar o período para instalar as novas safras.

Para o cenário brasileiro, entretanto, o fenômeno não surge em boa hora. O primeiro semestre de 2020 fez com que a região Sul do país sofresse com um período de estiagem. No Rio Grande do Sul, a produção de soja teve uma queda de 45,8% em comparação à expectativa inicial do ano — de 19,7 milhões de toneladas para 10,6 milhões.

O milho, que também compõe uma das culturas mais importantes do estado, sofreu com o mesmo destino. O commoditie teve uma redução de 30,9% na sua produtividade, sendo 1,8 milhão de toneladas a menos do que o esperado.

Clima seco dificulta o controle de pragas

Percevejos se aproveitam de clima seco para se alimentar das plantações de soja. (Fonte: Shutterstock)

As temperaturas baixas por si só não representam uma grande ameaça quando o assunto é o manejo de pragas na agricultura. Pelo contrário, diversos agentes maléficos possuem dificuldade de reprodução e perdem forças durante o frio.

Porém, o maior problema durante o inverno encontra-se no clima seco. Por exemplo, os percevejos que atacam as safras de soja dependem da ausência de chuvas para aumentarem suas chances de sobrevivência. Na maior parte do tempo, os insetos ficam escondidos no terço inferior do plantio, onde a aplicação de defensivos não atinge grande eficácia, e a baixa umidade os deixa menos expostos.

Nessa época do ano, portanto, é importante que o produtor esteja sempre monitorando a lavoura para conseguir identificar o surgimento de pragas o quanto antes. A detecção precoce é essencial para que o problema seja controlado e a safra não perca em produtividade.

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Fonte: Agro Smart, Embrapa, Portal Sygenta e Nova Cana.

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