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Coronavírus: países sul-americanos discutem efeitos da crise no comércio

Webconferência entre ministérios da agricultura teve como tópicos principais o trânsito de mercadorias e o abastecimento de alimentos na América do Sul

Coronavírus: países sul-americanos discutem efeitos da crise no comércio
20/04/2020 • 3 min. de leitura

O surto do novo coronavírus (Sars-Cov-2) resultou em um forte impacto financeiro na economia global. Com previsão de déficit primário de R$ 419,2 bilhões para os cofres nacionais em 2020, o Governo Federal, em parceria com outros países sul-americanos, começou a trabalhar com uma série de medidas para conter a crise financeira causada pela doença.

A pandemia do novo coronavírus fez com que o governo brasileiro convocasse uma reunião online com os ministérios da agricultura dos países vizinhos. O objetivo foi dar continuidade às operações de transporte de alimentos e de abastecimento em meio às paralisações trazidas pela doença.

Causada pela pandemia, a desvalorização do real perante ao dólar norte-americano é outro impasse na logística agrícola, uma vez que os preços elevados fazem com que os produtores tenham dificuldades no valor do custo de transportes para a exportação. Apesar de positivo a longo prazo — visto que commodities passam a ter valores mais atraentes para o comércio exterior —, esse aumento preocupa também quem depende de insumos importados.

Portanto, em um cenário de incertezas e variações diárias de preços, os produtores precisam se apoiar na economia regional e nos países vizinhos para não sofrerem maiores perdas financeiras no futuro.

Comércio agrícola em tempos de crise

(Fonte: Governo Federal/Divulgação)
(Fonte: Governo Federal/Divulgação)

No final de março, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, convocou uma webconferência entre vários países sul-americanos para discutir o comércio agrícola na região durante a pandemia. A reunião teve como objetivo garantir medidas de fluidez no trânsito de mercadorias e o no abastecimento de alimentos em meio a crise.

Além dos membros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também estiveram presentes no encontro online os ministros de agricultura de Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e Bolívia.

Foi determinado que o Conselho Agropecuário do Sul (CAS) — que coordena as ações regionais e conta com presidência temporária do Chile — será responsável por organizar um documento com os protocolos necessários para assegurar o transporte livre de cargas entre os países em território sul-americano.

Essa decisão faz com que o transporte de commodities continue ocorrendo normalmente na região, enquanto que o deslocamento de passageiros nas rodovias foi interrompido. Em seu depoimento, Tereza Cristina ressaltou que o Brasil exportou cerca de US$ 3,7 bilhões em produtos agropecuários para países sul-americanos em 2019, enquanto a quantia de importações ultrapassou a marca de US$ 5,8 bilhões.

Impactos do novo coronavírus na América do Sul

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

A maior parte dos países da América no Sul encontram na China seu maior ou segundo maior fornecedor de produtos. O surto do novo coronavírus fez com que a economia chinesa entrasse em recessão durante os primeiros meses de 2020 e causasse diversos impactos na economia mundial. Os principais países atingidos são os que têm essa região asiática com um dos maiores parceiros comerciais, como Brasil, Chile e Peru.

Além das exportações, outros setores da economia sul-americana estão prejudicados durante a pandemia. Na Argentina, por exemplo, foi decretada, em março, a suspensão de 30 dias nos voos da Europa, EUA, Coreia do Sul, Japão, China e Irã.

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Fonte: Governo Federal.