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Agronegócio equilibra economia no Centro-Oeste, diz Banco Central

Com previsão de colheita recorde de soja para 2020 e balanço positivo no primeiro trimestre, região é a que menos deve ter contração econômica durante crise do coronavírus

Agronegócio equilibra economia no Centro-Oeste, diz Banco Central
21/05/2020 • 2 min. de leitura

O Boletim Regional divulgado pelo Banco Central (BC) no fim de abril trouxe boas notícias para o Centro-Oeste. Segundo o BC, a participação do agronegócio local deve fazer com que a região seja a menos afetada economicamente no País pelo surto do novo coronavírus.

A pandemia tem sido responsável por impactar as relações comerciais internacionais no mercado de commodities e, inclusive, provocou mudanças nas dinâmicas de abastecimento da América Latina. O BC estipula que os preços dos produtos devem continuar em queda nos próximos meses; assim, cada região deve observar intensidades diferentes do impacto causado pelo vírus.

Centro-Oeste puxa colheita recorde de soja

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Um dos fatores que tem ajudado o Centro-Oeste a equilibrar as contas é a importância da região no mercado da soja. De acordo com o último levantamento da consultoria Safras e Mercado, o Brasil deve produzir cerca de 124,5 milhões de toneladas do produto durante a safra 2019/2020.

Com o Estado do Mato Grosso liderando a produção — com expectativa de colheita de 33,8 milhões de toneladas —, o Centro-Oeste puxa a safra recorde com participação de quase 50% no volume do produto. Os dados divulgados pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostraram que o País atingiu US$ 21,4 bilhões em exportações no primeiro trimestre de 2020. O agronegócio teve participação de 44% na receita, com a venda da soja liderando o ranqueamento com US$ 6,2 bilhões em vendas.

A perspectiva de uma safra recorde ocorre mesmo com a Região Sul enfrentando problemas no setor. No Estado do Rio Grande do Sul, a expectativa para a produção foi reajustada para 13,3 milhões de toneladas, contra 19,7 milhões de toneladas projetadas no início do ano. Com quebra de 32,3% na safra, a região sofreu com problemas de estiagem no primeiro trimestre e acabou sendo prejudicada.

Além da soja

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Entre os tópicos citados pelo relatório do BC para o fortalecimento da Região Centro-Oeste durante a crise está a forte presença da indústria local. A instituição indica que essa área do País concentra 47% do mercado nos segmentos de alimentos e bebidas. De maneira geral, é um setor que apresenta menor redução na demanda durante crises, por isso a região seria beneficiada.

O Relatório Agroeconômico do Centro-Oeste, produzido pela  Aliança Agroeconômica, composta pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outros órgãos locais, apontou que a região também teve sucesso nas safras de algodão.

Dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostraram alta de 97,6% nos escoamentos da pluma em comparação com o primeiro trimestre de 2019. Com instabilidade na economia global, o preço do algodão vem passando por variações no mercado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil é o segundo maior exportador do produto.

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Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).