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Agronegócio tem bom desempenho no 1º semestre e prevê crescimento para o restante do ano

Com resultados recordes em grande parte das cadeias produtivas, agronegócio tende a aumentar participação no PIB nacional

Agronegócio tem bom desempenho no 1º semestre e prevê crescimento para o restante do ano
28/08/2020 • 3 min. de leitura

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A alta do dólar e os preços valorizados das commodities têm elevado as expectativas do setor agropecuário brasileiro. De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a safra de 2020 deve alcançar o maior valor da história do setor, chegando a uma receita de R$ 728,6 bilhões.

agroindústria
(Fonte: Shutterstock)

Em junho, a balança comercial registrou o segundo maior saldo já alcançado no agronegócio nacional, de US$ 7,463 bilhões, representando um crescimento de 25,4% em relação aos US$ 5,4 bilhões que foram atingidos no mesmo mês do ano passado. Na segunda semana de julho, a balança comercial revelou um superávit de US$ 1,655 bilhões e corrente de comércio de US$ 6,764 bilhões.

Soja

pé de soja
(Fonte: Shutterstock)

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já recuperou a liderança como maior produtor mundial de soja e deve manter essa posição na safra 2020/21. A colheita nacional da oleaginosa estimada para este ano é de 247,4 milhões de toneladas.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total da safra deve atingir o recorde de 251,4 milhões de toneladas. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, o crescimento desse segmento só não será maior devido aos problemas do Rio Grande do Sul em relação a fatores climáticos.

Nesse cenário, o estado prevê uma perda de 40,4% de sua safra de soja.

Carnes

carne
(Fonte: Shutterstock)

O mercado de carnes também tem demonstrado altas recordes nos balanços feitos até o início de julho. Em junho, o volume de exportações foi de 626,5 mil toneladas, o maior já registrado para o mês.

Dos US$ 1,41 bilhão exportados, US$ 742,56 milhões foram de carne bovina, US$ 196,86 milhões da suína e US$ 438,23 milhões da de frango. Um dos fatores principais para o desempenho positivo do setor é a retomada das atividades de importação da China, que comprou metade das carnes bovina e suína e 23,7% da carne de frango exportadas pelo Brasil.

Cana-de-açúcar

cana-de-açúcar
(Fonte: Shutterstock)

O mercado de cana-de-açúcar registrou um grande aumento nas exportações em relação aos seus produtos sucroalcooleiros, potencializados pelo baixo desempenho de outros países que são grandes produtores de cana, como Índia e Tailândia. Em junho, as vendas registradas foram de US$ 935,37 milhões, contra US$ 536,12 milhões atingidos no mesmo mês de 2019, representando um crescimento de 74,5%.

Dentro do complexo sucroalcooleiro, o açúcar alcançou US$ 810,80 milhões exportados em junho. Já o álcool registrou US$ 122,71 milhões no mesmo mês. De julho até o final da safra, a expectativa é de que o setor continue focado nas vendas externas de açúcar.

Tendências e estimativas

Diante da instabilidade atual da economia e de diversos segmentos impactados pela pandemia de coronavírus, a estimativa é de que o agronegócio passe a aumentar sua participação no PIB nacional. A atuação, que foi de 21,4% em 2019, deve fechar em 23,6% em 2020.

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Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).