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Vacina contra febre aftosa: primeira etapa confirmada para maio

Imunização de bovinos e bubalinos tem sua primeira etapa confirmada pela OIE

Vacina contra febre aftosa: primeira etapa confirmada para maio
08/05/2020 • 3 min. de leitura

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A pandemia mundial do novo coronavírus tem sido responsável pelo adiamento e cancelamento de muitos eventos e programações. No entanto, as campanhas de vacinação nesse período continuam tendo extrema importância, o que faz com que o governo mantenha os calendários ativos.

Sendo assim, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não só divulgou as datas para a vacinação dos rebanhos contra febre aftosa como também deu orientações para que produtores e profissionais possam realizar essa obrigação sem colocar a saúde em risco. Para isso, o comprovante obrigatório da imunização pode ser enviado de forma eletrônica durante esse período de pandemia.

(Fonte: Shutterstock)

Primeira etapa de vacina contra febre aftosa: calendário

Para 2020, a primeira etapa da vacinação ocorrerá em maio em grande parte dos estados brasileiros. A imunização de bovinos e bubalinos acontecerá entre os dias 1º e 31 de maio pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

Estados que não participarão da vacinação

Alguns estados não participarão dessa primeira etapa de imunização:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • Rondônia
  • Acre
  • Alagoas
  • Ceará
  • Maranhão
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Sergipe

A região do Rio Grande do Sul também ficará de fora do calendário, pois adiantou a campanha e já finalizou a primeira etapa de imunização em 14 de abril. Além disso, Goiás pediu a antecipação da vacinação, podendo ter início a partir de 20 de abril.

(Fonte: Shutterstock)

A importância da vacina

Além de ser uma doença altamente contagiosa, não existe nenhum tipo de tratamento para a febre aftosa, por isso a vacinação é essencial para evitar prejuízos para o produtor. Ao encontrar um caso no rebanho, é necessário isolar o animal e testar todos os demais.

Mesmo que a doença não leve à morte, os gastos com remédios e veterinários para evitar complicações e as perdas em relação à produção (como é o caso do gado leiteiro) levam muitos criadores a sacrificarem os animais doentes. E os prejuízos vão além, já que o registro da febre aftosa gera uma notificação nacional e internacional sobre a propriedade, atrapalhando negociações no mercado interno ou em exportações.

A vacina contra a febre aftosa é uma medida obrigatória e tem mantido os rebanhos brasileiros livres da doença há 13 anos.

O que é a febre aftosa?

A febre aftosa é uma doença infecciosa que pode ser causada por sete tipos de vírus. Em geral, é transmitida de um animal infectado via saliva, fluidos, fezes ou leite, mas também há registros de contaminação pelo ar em determinadas condições climáticas.

Por ser altamente infectante, as medidas de contenção do vírus são bem rigorosas e devem ser seguidas à risca, principalmente em relação à vacinação. Além disso, ao se identificar um animal doente, o local deve ser isolado e higienizado, pois o vírus pode ser carregado para outras áreas com animais saudáveis por meio de pneus de maquinários, implementos e até pelo homem.

Em geral, essa doença acomete principalmente bovinos, caprinos, ovinos e suínos, gerando febre alta e aftas na boca e entre os cascos. Assim como no caso da covid-19 ou da influenza A, o vírus da febre aftosa pode ser transmitido entre animais mesmo antes de apresentarem sintomas aparentes, por isso a melhor forma de evitar grandes prejuízos e perdas pela doença é cumprir rigorosamente as medidas de prevenção.

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Fonte: Estadão.