Tecnologia usada em Marte é alternativa para medir carbono no solo

4 de janeiro de 2021 3 mins. de leitura
A tecnologia LIBS está sendo aposta da startup Agrorobótica

A Agrorobótica, uma startup brasileira focada em tecnologias para o agronegócio, traz para as plantações brasileiras uma tecnologia utilizada em Marte. A ideia é aproveitar a inovação e aprimorar a medição de estoque de carbono no solo.

A “máquina marciana”

Espectroscopia de Avaria Induzida por Laser (Laser Induced Breakdown Spectroscopy —LIBS) é uma tecnologia utilizada para pesquisas e investigações referentes aos solos de Marte. A invenção faz parte das expedições e dos estudos da NASA no Planeta Vermelho e consiste em analisar os elementos químicos removidos de Marte com o uso de laser, que precisa ser altamente energético para formar um plasma que atomiza as amostras e facilita as avaliações.

A invenção da Agrorobótica

A startup brasileira criou, a partir da máquina de investigação da NASA, uma forma de medir o estoque de carbono das plantações. Batizada de AGLIBS, a tecnologia é uma revolução para o agronegócio, sendo uma espécie de inteligência artificial capaz de reunir as informações do solo de forma mais rápida e precisa, potencializando os cuidados e auxiliando produtores no cuidado das terras.

Cuidado com o solo deve ser uma das principais preocupações dos envolvidos com a agricultura. (Fonte: Shutterstock)

A máquina registra e processa as informações de cada solo, analisando características específicas. Após a análise, a tecnologia faz uma leitura da amostra e a associa com as características físicas e químicas padrão do solo em questão. 

No Brasil, a Agrorobótica já está presente em 14 estados e tem cerca de 400 agricultores utilizando a tecnologia desenvolvida. Fábio Angelis, sócio-fundador e CEO da empresa, acredita que o AGLIBS pode potencializar a monetização e gerar mais renda para o produtor brasileiro.

Como funciona o AGLIBS

Informações sobre condições do solo são grandes aliadas dos produtores agrícolas. (Fonte: Shutterstock)

O trabalho é dividido em três etapas. Para começar, é necessário fazer a coleta georreferenciada do solo que será analisado. Na segunda parte, as amostras são enviadas para o laboratório da Agrorobótica, que fica em São Carlos (SP), para serem avaliadas pelo software que quantifica e qualifica o carbono e os nutrientes no solo e nas folhas. A etapa final é a obtenção de resultados: os números e as informações recolhidas são transformados em uma espécie de mapa que auxilia na certificação de carbono e na recomendação de formas de manejo.

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Fonte: Agrorobótica e USP.

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