Nanotecnologia pode assegurar agronegócio em emergências

30 de junho de 2020 4 mins. de leitura
Nanotecnologia integra conhecimentos da Química, Biologia, Eletrônica, Computação e Física para estimular crescimento de plantas
Quer impulsionar seus negócios? Se inscreva no Summit Agronegócio, evento que reúne os maiores especialistas em agro do País. *** Dispositivos de nanotecnologia podem estimular o metabolismo de sementes e de raízes para a aumentar a produção de algumas culturas. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto Indiano de Tecnologia de Kanpur (IIT-Kanpur). A ferramenta pode ser utilizada para garantir a produtividade em momentos de emergências. A pandemia de coronavírus tornou mais difícil para os agricultores conseguirem insumos fundamentais, como máquinas, sementes e fertilizantes. Além disso, as lavouras já plantadas podem sofrer com a falta de mão de obra, pois a quarentena obrigou trabalhadores migrantes a retornar para suas casas. Em comunicado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta que as janelas perdidas para o plantio e a colheita poderão devastar os rendimentos do agronegócio. Para permitir a continuidade dos plantios, os cientistas indianos estão desenvolvendo uma tecnologia de baixo custo e facilmente adaptável.

Nanotecnologia no agronegócio

Nanopartículas de ferro e enxofre estimulam o crescimento de sementes e raízes. (Fonte: Shutterstock)
A nanotecnologia combina conhecimentos da Química, Biologia, Eletrônica, Computação e Física em partículas com um diâmetro mil vezes menor do que o de um cabelo humano. O uso da tecnologia já é bastante difundido na eletricidade e nos computadores, estando presentes na vida cotidiana. Para a aplicação da ferramenta na agricultura, o dispositivo construído pelos pesquisadores indianos fornece uma quantidade de enxofre e ferro ao redor das sementes e das raízes, garantindo uma dose extra de nutrientes. O estímulo aumenta a produtividade de culturas como trigo, grão de bico, repolho, couve-flor e tomate. “A ideia é nos prepararmos para futuras ferramentas de agroprodutividade que podem ser executadas com recursos mínimos e em qualquer tipo de emergência — seja em terrenos difíceis, situações de guerra, pandemias, epidemias ou até embargos comerciais internacionais”, disse Himanshi Jangir, estudante de doutorado envolvido no projeto do IIT Kanpur, ao site Mongabay.

Nanotecnologia no Brasil

Biossensores são aplicados no agronegócio em setores como meio ambiente, qualidade de alimentos, e óleos vegetais para a produção de biodiesel. (Fonte: Embrapa/Reprodução)
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lidera no Brasil a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano), que reúne 158 pesquisadores de 51 instituições diferentes, sendo 16 unidades da Embrapa e 35 grupos de pesquisas de centros acadêmicos de excelência do Brasil. O consórcio desenvolve pesquisas com sensores para água e solo, biossensores, bionanocompósitos e novos materiais sustentáveis para embalagens. Além disso, o grupo estuda os aspectos de segurança do uso dos nanocompostos na agricultura.

Pesquisas avançadas

A rede AgroNano tem pesquisas em estágio avançado de desenvolvimento em processos de produção de nanofibras de celulose, material de alta performance extraído de fibras vegetais, inclusive resíduos agrícolas. Experimentos realizados em laboratório mostraram a viabilidade da tecnologia em materiais de embalagem de alimentos, o que pode influenciar na próxima geração de embalagens inteligentes e viabilizar o uso de materiais totalmente biodegradáveis. Quer ficar por dentro das novidades tecnológicas no agronegócio? O Summit Agronegócio reúne especialistas e autoridades para discutir os temas mais relevantes do setor, como drones, GPS, uso de softwares e tecnologias para sustentabilidade. Faça parte da evolução do agro e participe do evento mais completo do setor. Para saber mais, é só clicar aqui! Fonte: Mongabay, Embrapa e Rede Agronano.
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