Conectividade na zona rural: impactos da chegada do 5G ao campo

5 de maio de 2021 4 mins. de leitura
Em audiência pública, produtores pediram à Anatel uma garantia de ampliação da conectividade 5G nas áreas rurais

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A chegada da tecnologia 5G no Brasil tem sido tema de destaque no setor rural, ganhando espaço em audiências públicas que debatem a conectividade no campo.

Esse assunto foi discutido por videoconferência pelo grupo de trabalho (GT) da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação do 5G no Brasil. O foco principal do grupo é analisar e elaborar planejamentos estratégicos para que essa tecnologia possa beneficiar o setor rural do País.

A conectividade tem papel fundamental para os produtores rurais. Isso porque é por meio dela que as demais inovações podem ser aplicadas nessas áreas, melhorando a produtividade, a qualidade dos produtos desse segmento e reduzindo os custos de produção.

Nesse cenário, a soma das tecnologias destinadas ao agronegócio terá impactos significativos na melhora da competitividade do setor. Por isso, produtores rurais e representantes pediram à Anatel a garantia de uso de faixa de frequência de 700 MHz para ampliação da conectividade das zonas rurais, por meio de pequenos e médios provedores.

A conectividade nas áreas rurais ajudará a melhorar a integração das tecnologias a favor da produtividade e da sustentabilidade no campo. (Reprodução / Shutterstock)
A conectividade nas áreas rurais ajudará a melhorar a integração das tecnologias a favor da produtividade e da sustentabilidade no campo. (Reprodução / Shutterstock)

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Impactos da ampliação da conectividade no campo

De acordo com a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária e uma das integrantes do GT, Silvia Massruhá, a transformação digital no campo exercerá grande influência nos termos de competitividade e sustentabilidade no agronegócio.

Silvia também ressalta que a conectividade é fundamental para que outras tecnologias possam funcionar de maneira estratégica nas propriedades rurais, como a automação de processos e a robotização de manejos nas fazendas.

O deputado responsável pelo pedido de audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o tema, Vitor Lippi (PSDB-SP), afirmou: “[o setor compreende] que essa é uma questão estratégica para o Brasil. É algo que vai nos trazer uma melhora da produtividade, da eficiência, da competitividade dos produtos do Brasil e obviamente isso significa aumentar os empregos no campo, o consumo do campo que acaba acontecendo na cidade – máquinas, equipamentos — e isso movimenta a economia brasileira”. 

O parlamentar ainda ressaltou que a situação atual nas zonas rurais é preocupante para o desenvolvimento do segmento. De acordo com ele, mais de 70% das propriedades rurais ainda não têm acesso à internet.

Sendo assim, o tema é de extrema importância diante da aprovação da Anatel à proposta do edital para o leilão do 5G. Esse será “um fator determinante para aumentar a produtividade dos setores industrial e agrícola”, afirmou Lippi.

Leilão do 5G

O edital de leilão do 5G aprovado pela Anatel é o maior edital da história da agência. Ele é composto de diversas faixas de radiofrequência, com o objetivo de aprimorar os serviços de telecomunicações no País, tanto de quarta como de quinta geração.

O leilão do 5G deve contemplar 8 mil localidades que ainda não têm acesso à rede. Além disso, vai viabilizar uma maior conectividade no campo. 

Durante a audiência pública, Joaci Franklin, representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), solicitou a garantia da disponibilidade da frequência de 700 MHz para as áreas rurais e de que os compromissos assumidos pelos vencedores do edital sejam realmente cumpridos.

Para o diretor de Inovação da Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cléber Soares, “se dobrarmos a conectividade no campo no território brasileiro, o impacto será em torno de 6,3% sobre o valor bruto da produção agrícola brasileira. Se chegarmos a 80% de conectividade no espaço agrícola brasileiro – não estou considerando nem 5G, mas 4G, 3G ou mesmo 2G –, isso representa um impacto sobre o valor bruto da produção agropecuária brasileira de 10,2%”.

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Fonte: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

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