Febre Aftosa: prazo para a vacinação é prorrogado

10 de dezembro de 2021 5 mins. de leitura
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atendeu ao pedido de órgãos estaduais e prorrogou o prazo para a vacinação contra a febre aftosa

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou a campanha de vacinação contra a febre aftosa de 2021 em 14 estados. A medida foi tomada após solicitação dos representantes dos produtores dos estados e após chancela do Serviço Veterinário Estadual (SVE).

Geraldo Moraes, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, afirmou que o ministério tem monitorado a situação da produção e a distribuição das vacinas, e que há doses suficientes para toda a população-alvo. O Mapa e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) disponibilizaram um canal para que distribuidoras e revendas da vacina façam contato em caso de dificuldades na aquisição. Qualquer dúvida pode ser encaminhada para este e-mail: sindan@sindan.org.br.

Além da imunização contra a febre aftosa, produtores devem fazer a declaração de vacinação. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Além da imunização contra a febre aftosa, produtores devem fazer a declaração de vacinação. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A vacinação

O principal motivo da prorrogação foi a necessidade de remanejamento de algumas doses para regiões de acesso mais difícil. A vacina contra a febre aftosa deve ser mantida entre uma temperatura de 2°C a 8°C durante a aquisição, transporte, armazenamento e aplicação. 

Para a aplicação, devem ser usadas agulhas novas de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal. Recomenda-se que a contenção e a aplicação das vacinas sejam realizadas durante as horas mais frescas do dia.

A prorrogação varia de acordo com cada localidade, para os estados de Tocantins e Mato Grosso vale até o dia 10/12. Para Goiás, o prazo fica estendido até 11 de dezembro e, em Alagoas e Amapá, até o dia 15. Para o Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o novo prazo de vacinação será até o dia 20 de dezembro. O Ceará para o dia 24, enquanto Bahia e Pará terão extensão no prazo, até o dia 30 de dezembro. Finalmente, os produtores do Maranhão, do Piauí e de São Paulo terão o prazo estendido até o dia 31 de dezembro para a realização da imunização. Além da vacinação, estendeu-se o prazo para que os produtores façam a declaração de vacinação.

A febre aftosa

A febre aftosa é uma doença infecciosa causada por um vírus. Os sintomas dessa doença são febre aguda e aparecimento de vesículas (aftas) na boca e nos pés do animal contaminado. 

O contágio é feito pelo contato com saliva, leite ou fezes de animais que estejam com o vírus, o qual também fica presente em grande quantidade nos fluidos das vesículas; com isso, os animais também são afetados pelo contato direto com outros infectados ou por meio de objetos e alimentos contaminados. A transmissão pelo ar é a mais rara, mas pode ocorrer, principalmente quando há condições climáticas favoráveis. Nesses casos, o vírus pode se alastrar por longas distâncias.

Contaminação da febre aftosa pode ocorrer pelo ar. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Contaminação da febre aftosa pode ocorrer pelo ar. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A febre aftosa raramente é fatal, casos de óbito costumam acontecer apenas em animais jovens. Seu principal efeito é a perda das condições corporais, que diminuem drasticamente a produção de carne e leite. Além disso, a febre pode levar a infecções secundárias que aumentam o tempo de convalescença.

A principal preocupação em relação à febre aftosa são seus efeitos comerciais. Devido ao alto poder de transmissibilidade do vírus, vários países estabelecem barreiras contra a carne provinda de regiões afetadas. A mera identificação do vírus pode servir para a suspensão de importações, sem que haja sinais clínicos da doença.

A enfermidade não tem cura. Os animais, normalmente, se recuperam de 2 a 3 semanas após o início da doença. Apesar disso, o sacrifício sanitário costuma ser realizado para bloquear o avanço da infecção. A febre aftosa é controlada com a vacinação, que segue calendário oficial específico para cada região. Existe apenas um caso de febre aftosa em seres humanos, identificada na Inglaterra, em 1966; apesar disso, pessoas que têm contato com um animal infectado podem transmitir o vírus para o resto do rebanho.

Em casos de suspeita de contaminação de animais, deve-se contatar o serviço veterinário mais próximo. Restrições serão impostas à fazenda desde o momento da comunicação da suspeita. A partir disso, o serviço veterinário oficial da localidade vai decidir as medidas a serem tomadas.  

Fonte: Defesa Agropecuária SP, gov.br, Brasil Escola, Tua Saúde, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS.

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