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Principais desafios da exportação de carne bovina brasileira

Abertura de novos mercados e busca pela qualidade devem ser o foco do setor nos próximos anos

Principais desafios da exportação de carne bovina brasileira
14/09/2019 • 2 min. de leitura

A posição ocupada pelo Brasil hoje no ranking de produtores e exportadores de carne bovina é de dar inveja: somos o País com o maior rebanho bovino do mundo e o segundo em produção e exportação. Apesar dos bons números, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à abertura de novos mercados e ao padrão de qualidade da carne.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 o Brasil abateu 31,9 milhões de cabeças de gado, sendo o Estado do Mato Grosso o líder em número de cortes. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou um documento com as projeções do setor agrícola brasileiro, entre eles o de carne bovina, de acordo com o qual a produção tem expectativa de crescimento de 1,7% ao ano para a próxima década. A projeção para exportações também é animadora: espera-se aumento de 32,3% nas exportações até 2029.

Carne Bovina (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Apesar de todo o otimismo, os desafios ainda são muitos e estão relacionados à padronização e certificação da qualidade dos produtos. Isso se deve principalmente à heterogeneidade dos produtores, o que acaba gerando certa desconfiança em relação ao cumprimento de normas sanitárias e ofusca a imagem do País em mercados estrangeiros. Esse é o fator que faz com o Brasil exporte mais carnes desossadas e congeladas em detrimento de cortes com maior valor agregado.

A busca do setor é pelo aumento de vendas desses tipos de carne, com maior valor embutido, ou seja, peças com osso e cortes nobres. Para isso, iniciativas como a promoção de políticas de rastreamento de produto e a certificação para produtores que garantem determinados níveis de qualidade durante todo o processo de produção — desde a origem genética, passando pelo manejo até o abate — são caminhos para que os produtos tenham melhor aceitação no mercado exterior.

Carne Bovina (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Nesse sentido, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) desenvolveu em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) uma plataforma para certificar a qualidade da carne bovina. Através dela é feita a gestão de protocolos de rastreabilidade, e os produtores que aderem ao programa ganham uma bonificação dos frigoríficos por terem carne certificada.

Outra iniciativa partiu dos próprios produtores de cortes do tipo Angus, raça bovina de melhor qualidade, que estabeleceram características necessárias para a certificação em parceria com a TÜV Brasil, braço da multinacional TÜV Rheinland, fornecedora de serviços técnicos, de segurança e de certificações.

Recentemente, o Brasil fechou acordos com a Indonésia e a União Europeia, então a tendência é que o setor se fortaleça cada vez mais e consiga superar os desafios apresentados.

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Fonte: Agência Brasil, Telesintese.