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Peste suína aumenta demanda da China por carne de porco importada

Surto da peste suína africana em 2019 abriu grande oportunidade para as exportações da carne suína brasileira

Peste suína aumenta demanda da China por carne de porco importada
13/03/2020 • 2 min. de leitura

Um surto de peste suína africana em 2019 fez a dinâmica de importações de carnes de porco no Brasil se movimentar. O mercado brasileiro de cortes suínos vem apresentando aquecimento intensificado desde que a China, responsável por 50% do consumo global desse produto, reportou a doença na província de Jiangsu à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em janeiro do ano passado.

Em decorrência do surto, o governo chinês teve que realizar o abate sanitário de uma grande parte do seu plantel, o que reduziu a produção no país em mais de 10 milhões de toneladas nos primeiros meses da crise. Isso fez o valor da carne disparar internamente para 41,9 iuanes (US$ 5,89 dólares) por quilo, o que acarretou aumento dos preços dos alimentos ao mais alto nível desde janeiro de 2012.

Pigs diseases. African swine fever in Europe. DNA virus in the Asfarviridae family.
(Fonte: Shutterstock)

Esse cenário abriu uma grande oportunidade para o mercado brasileiro de carne suína, que é o quarto maior produtor e exportador do mundo, onde o último caso de peste suína africana registrado aconteceu em 1978.

No fim do último ano, a China aumentou em 150% as importações de carne de porco em relação a 2018, o que representa a maior demanda do gigante asiático pelo produto desde 2016. As importações de carne de porco em 2019 ficaram em 1.733 milhões de toneladas, 58% a mais do que no ano anterior. Os números impressionam, ainda mais considerando que os dados não incluem o volume de importações de miudezas e outras partes não musculares, conhecidas como "carnes de variedade".

Sobre a peste suína africana

vista de Dentro da Fazenda de Porcos Grande reprodução
(Fonte: Shutterstock)

Felizmente, a peste suína africana não é transmitida para os seres humanos, mas é contagiosa e fatal para os animais, uma vez que não tem vacina nem cura. Os principais sintomas da doença são febre alta, sangramento e dificuldade respiratória.

O vírus é transmitido por meio do contato direto  pode ser transportado por quem circula em locais infectados. Para evitar que a doença alcance regiões importantes na produção de carne suína, cuidados devem ser tomados com a entrada de pessoas e carnes oriundas da China.

Para o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Geraldo Marcos de Moraes, medidas preventivas estão sendo fortalecidas. "A preocupação maior é a inspeção de bagagens, de ingresso de viajantes que vêm ao Brasil vindos dessas áreas. Já tem medidas hoje tomadas nos portos e aeroportos", explica.

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Fontes:Estadão