Produção de grãos: Brasil deve ter aumento de 8%, segundo Conab

2 de outubro de 2020 3 mins. de leitura
Com destaque para a safra de soja, produção de grãos pode chegar a 278,7 milhões de toneladas na safra 2020/2021

Quer impulsionar seus negócios? Se inscreva no Summit Agronegócio, evento que reúne os maiores especialistas em agro do País.

***

Um estudo estatístico feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que os produtores de grãos do Brasil estão cada vez mais estimulados a aumentarem suas áreas de produção. Isso porque a alta demanda e a boa rentabilidade, principalmente para exportação, têm aquecido e fomentado o setor em 2020.

Com base nas análises de campo, a produção de grãos tem mantido tendência de crescimento, podendo ter acréscimo de até 8% na colheita da safra de 2020/2021 em comparação ao ano passado. Esse aumento representa produção de 278,7 milhões de toneladas, considerando 15 tipos de culturas.

(Fonte: Shutterstock)

Produção de grãos é liderada pela soja

Entre os 15 grupos que fazem parte das estatísticas, a soja, o milho, o algodão, o arroz e o feijão representam 95% do volume total. A previsão para a produção de soja é de 133,5 milhões de toneladas, quase metade da colheita total esperada de grãos. Em seguida está o milho, com estimativa de 112,9 milhões de toneladas para o próximo ano.

As principais características que têm favorecido o sucesso da soja são a maior produtividade por área plantada e o aumento dessa superfície de plantio. Segundo a Conab, a produtividade da soja chegou a 3.526 quilos por hectare, e a área foi expandida em 3%, cerca de 37,86 milhões de hectares. Esses novos espaços de cultivo têm sido instalados em substituição de pastagens degradadas, renovação de áreas de plantio de cana-de-açúcar e até mesmo em sistemas de troca de cultura.

Rentabilidade e alta demanda mantêm as boas expectativas para o setor

A alta demanda externa pelos grãos tem favorecido produtores que buscam na exportação os benefícios da alta do dólar para aumentar a margem de lucro. No mercado interno, a procura por esses alimentos também está aquecida, fazendo com que os preços se elevem para o consumidor final.

O levantamento feito pela Conab revelou que as negociações antecipadas em torno da produção de grãos seguem em ritmo acelerado. Até agosto de 2020, cerca de 40% da safra 2020/2021 já havia sido vendida. A previsão é que as exportações brasileiras de soja tenham aumento de cerca de 5,8%, chegando a 86,79 milhões de toneladas exportadas. O importador principal é a China, que pode receber 80% desse volume.

Já em relação ao milho, a expectativa de crescimento é de 13% em comparação com a safra passada, atingindo um marco de 39 milhões de toneladas exportadas.

(Fonte: Shutterstock)

Quedas que elevam os preços de venda

A área de plantio de arroz registrou crescimento de 12% em 2020; no entanto, devido a condições climáticas adversas, a produção do grão deve cair cerca de 4% em relação à última safra. Ao mesmo tempo, o consumo no mercado interno tem previsão de aumento em 5,1%, o que causa desequilíbrio entre oferta e demanda e faz com que os preços se elevem para o consumidor final. O feijão, apesar de estável em área de produção, pode ter queda de 4% na produtividade.

Quer saber mais sobre o mercado de grãos? Inscreva-se no Summit Agro, evento que reúne os maiores especialistas em agronegócio do País.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Gostou? Compartilhe!