Previsão do tempo para o verão e impactos no agro

20 de janeiro de 2021 4 mins. de leitura
Chuvas irregulares marcam o verão de 2021, demandando cuidados redobrados nas lavouras para assegurar a produtividade

Notícias do campo

O verão no Brasil teve início em 21 de dezembro de 2020 e terminará em 20 de março de 2021. Durante esse período, temperaturas altas, ventos fortes, queda de granizo, descargas elétricas e um volume excessivo de chuvas são comuns em grande parte do País.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as únicas regiões que não costumam apresentar maiores volumes de precipitação nessa época são o extremo sul do Rio Grande do Sul, o leste do Nordeste e o nordeste de Roraima, com volumes médios inferiores a 400 milímetros.

De modo geral, durante o verão no Brasil os dias são mais quentes, úmidos e longos. Essas características são de extrema importância para o agronegócio porque tanto a temperatura quanto a umidade e as horas de luz solar podem influenciar diretamente processos como germinação, crescimento e maturação das plantas. Além disso, as condições climáticas são essenciais para direcionar o planejamento agrícola e os manejos fundamentais, como plantio, aplicações de insumos e colheita.

Previsão do tempo para o verão de 2021

De acordo com a plataforma Climatempo, os efeitos comuns do La Niña são: menor incidência de chuvas no Sul e maior precipitação nas regiões do Norte e do Nordeste do Brasil. Para o Sudeste e o Centro-Oeste, a formação de corredores de umidade que provocam chuvas irregulares é um dos efeitos clássicos.

Para este ano, especialistas estimam influência moderada do fenômeno, fazendo que os efeitos característicos não se expressem com muita intensidade, mas ainda assim gerem maior instabilidade no clima com áreas de estiagem e de excesso de chuva. Por isso, é muito importante que produtores rurais acompanhem de maneira frequente as previsões de acordo com o mês e a região na qual a lavoura está localizada.

Região Norte

As previsões climáticas para a Região Norte indicam que o acumulado de chuvas apresentará índices acima da média, com exceção do sul do Pará, do Amazonas e de Tocantins, onde a previsão é que o volume fique abaixo da média, com alerta para estiagem, menor umidade e temperaturas elevadas.

Região Nordeste

No Nordeste do Brasil, as estimativas meteorológicas apontadas pelo Inmet demonstram chuvas acima da média para a maior parte da região, principalmente nas áreas do Norte próximas ao litoral do Maranhão até o Rio Grande do Norte. Para as demais localidades, a previsão aponta chuvas abaixo da média, com alerta para temperaturas altas e períodos de estiagem.

Região Centro-Oeste 

O verão de 2021 no Centro-Oeste deve ser marcado por condições climáticas características da época, sem anormalidades. O volume de chuvas esperado é de normal a levemente acima da média na maior parte da região.

Apenas no sul do Mato Grosso do Sul e em algumas localidades de Goiás podem ocorrer chuvas um pouco abaixo da média, demandando maior atenção às atualizações em relação às previsões por período e região. Em relação à temperatura, os índices devem se manter dentro da faixa normal para a estação.

Região Sudeste

Para o primeiro trimestre do ano, a previsão do tempo indica alta probabilidade de chuvas normais a ligeiramente acima da média na região de São Paulo. Para os outros estados do Sudeste, com exceção do Rio de Janeiro e do extremo sul de Minas Gerais, há probabilidade de precipitações abaixo da média para o período.

Um evento característico do verão no Sudeste são as tempestades, que podem estar presentes normalmente neste ano. Para as temperaturas, o Inmet prevê índices acima da média em toda a região 

Região Sul

Em áreas como Rio Grande do Sul, sul do Paraná e oeste de Santa Catarina, a previsão do tempo indica chuvas abaixo da média. Já nas demais localidades da Região Sul, a precipitação deve se manter dentro ou levemente acima do esperado.

Assim como no Sudeste, as temperaturas no Sul do Brasil devem registrar índices acima da média.

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Fonte: Foco Rural, Agrolink.

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