Planejamento forrageiro ajuda a enfrentar mudanças climáticas

15 de janeiro de 2021 3 mins. de leitura
Esse planejamento pode reduzir até metade dos gastos com ração na produção leiteira e de gado de corte

Os gastos com alimentação podem representar até a metade dos custos totais da produção leiteira e de gado de corte. Com a elevação dos preços do milho e da soja, que são utilizados para a fazer a ração animal, pecuaristas encontram uma alternativa mais barata no uso de pastagens. Entretanto, para melhores resultados, eles precisam realizar o planejamento forrageiro.

Por ser mais econômica, a produção em pasto representa quase 100% da pecuária brasileira. Dessa forma, equilibrar o manejo forrageiro e a demanda do rebanho, compensando a menor produtividade do capim no período seco, é um dos grandes desafios dos produtores nacionais.

A produção forrageira se torna ainda mais relevante com a aceleração das mudanças climáticas, que estão provocando eventos extremos, como secas mais longas. O planejamento proporciona não somente uma produção rápida e eficaz de alimentação animal, mas também contínua, uma vez que pode ser adaptada às condições do clima.

Como fazer o planejamento forrageiro?

Brachiara é uma das espécies mais utilizadas nas pastagens brasileiras. (Fonte: Shutterstock)
Brachiara é uma das espécies mais utilizadas nas pastagens brasileiras. (Fonte: Shutterstock)

Para o melhor cultivo das pastagens, é necessário ter conhecimento sobre o ambiente de produção e assessoria técnica. As tarefas básicas incluem a compreensão das características da fazenda com base na localização, no clima e no tipo de solo do local.

Para iniciar o planejamento forrageiro, é necessário definir qual é a atividade que será exercida — ciclo completo, somente cria ou recria e engorda, por exemplo. A partir disso, é possível calcular a variação do volume de rebanho ao longo de toda a safra e estimar o volume de forragem que será produzido para atender a demanda.

O produtor pode considerar também em seu planejamento forrageiro o uso de silagem como suplementação da pastagem, que exige o replantio no início das chuvas para utilização do material durante o inverno. Além disso, o planejamento pode ser estruturado para minimizar os efeitos negativos dos vazios forrageiros do outono e da primavera, bem como da estiagem.

Apesar de um custo mais alto de implantação, os gastos nos anos seguintes são muito baixos, o que garante uma sustentabilidade financeira para os produtores a longo prazo, sendo livre das variações dos preços de commodities. Dessa forma, o planejamento forrageiro representa independência e segurança para produção pecuária.

Aplicativo Pasto Certo

Aplicativo ajuda produtores a realizar o planejamento forrageiro. (Fonte: Embrapa/Divulgação)
Aplicativo ajuda produtores a realizar o planejamento forrageiro. (Fonte: Embrapa/Divulgação)

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e diversos parceiros lançaram, em 2017, o aplicativo Pasto Certo. A solução é uma ferramenta prática para identificação de cultivares, orientação quanto às principais recomendações, bem como restrições e comparação simultânea de diferentes cultivares para diversas características.

De uso fácil e gratuito, o aplicativo está disponível em dispositivos móveis e em computadores, tanto online quanto offline. A ferramenta oferece várias soluções, ajudando desde a escolha do cultivo até a implantação e manejo correto de pastagens tropicais.

Conheça o maior e mais relevante evento de Agro do Brasil

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tempo.com, Giro do Boi, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Este conteúdo foi útil para você?

129250cookie-checkPlanejamento forrageiro ajuda a enfrentar mudanças climáticas

Canal Agro