O que é feromônio? Descubra as formas de utilizá-lo

17 de junho de 2021 4 mins. de leitura
Técnica apresenta novas possibilidades para o agronegócio brasileiro

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Usados com a função de controlar pragas nas produções agrícolas, os feromônios são conhecidos no agronegócio brasileiro há pelo menos três décadas. A técnica química representa uma alternativa para o controle mais sustentável e econômico no setor, a partir da otimização do uso de inseticidas.

O que é feromônio?

Insetos se comunicam entre si e com o ambiente por meio de compostos químicos. Denominadas semioquímicos, as substâncias são responsáveis pelos principais processos ao longo da vida desses seres: busca de alimento, acasalamento, defesa contra predadores, entre outros. 

Quando há uma interferência nas reações realizadas por emissores e receptores da mesma espécie, os semioquímicos são chamados de feromônio. Eles são liberados especialmente nas atividades reprodutivas dos insetos.

Como feromônios são aplicados no agronegócio?

Disseminação de pragas pode ser contida com eficiência e economia. (Fonte: Pixabay)
Disseminação de pragas pode ser contida com eficiência e economia. (Fonte: Pixabay)

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é considerado o modelo ideal para o controle de insetos com baixo impacto ambiental, social e econômico. Dentro do MIP, os feromônios são aplicados de três formas principais. Conheça-os a seguir.

Monitoramento

O feromônio pode ser usado para criar armadilhas que controlam a incidência e a densidade de pragas em diferentes áreas e momentos da produção. Dessa forma, é possível determinar quando a população de insetos atingiu um nível em que possa causar danos econômicos e delimitar o uso de inseticidas apenas para quando for necessário.

Coleta em massa

Esse modelo é o mais popular quando se trata da utilização de feromônio. As substâncias são colocadas em recipientes de contenção com o objetivo de atrair os insetos para dentro deles. As armadilhas são utilizadas em larga escala, visando à contenção do maior número de pragas com o menor custo possível.

Confusão sexual

Nesse método de controle, os feromônios agem para interromper o acasalamento e consequente reprodução de pragas. Para isso, ocorre uma liberação alta de feromônio sintético na área de controle, impedindo que insetos localizem seus parceiros sexuais.

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O agronegócio brasileiro é um mercado trilionário. Em 2020, a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) foi de 26,6%, de acordo com um comunicado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Traduzindo em valores, isso representa R$ 2 trilhões.

A expansão do setor foi comprovada: em 2020, o crescimento foi de 24,31% em comparação a 2019, mesmo com o cenário afetado pela pandemia de covid-19. 

Os ganhos poderiam ser ainda maiores se as perdas na produção devido a ataques de insetos fossem minimizadas. Ainda conforme a CNA, os prejuízos causados por essas pragas chegam a 38% da produção em países em desenvolvimento. Sendo assim, os feromônios podem ser aliados na maximização do lucro dos produtores.

Expansão para culturas populares

O uso de feromônios será expandido para plantio de soja e outras culturas populares. (Fonte: Pixabay)
O uso de feromônios será expandido para plantio de soja e outras culturas populares. (Fonte: Pixabay)

Geralmente, feromônios são aplicados em plantações de alto valor agregado, como castanha ou amêndoa, mas o seu uso tem se expandido para culturas mais populares. Tecnologias de fabricação do composto visam permitir a aplicação do controle biológico na soja, milho e cana-de-açúcar.

Essa mudança irá impactar pelo menos 70 milhões de hectares (cerca de 8% do território nacional) que são destinados à produção agrícola. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

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Fonte: Scielo, Cepea, IBGE.

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