Dólar ficará entre R$ 4,30 e R$ 5 em 2021, apontam economistas

26 de janeiro de 2021 3 mins. de leitura
Especialistas indicam início da vacinação como importante medida para equilibrar o mercado, e mudanças no preço do dólar devem afetar agronegócio

Notícias do campo

Um novo estudo feito pelo Banco Central (BC) manteve a previsão feita pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o qual sinalizou que a inflação do Brasil deve ser de 4,39% para este ano. No fim de 2020, o relatório da Focus indicou que a projeção da inflação seria de 3,54%.

Na mesma época, a Focus indicou que o preço do dólar deveria ter média de R$ 5,25 em 2021, podendo fechar o ano em R$ 5,22. No entanto, em uma visão mais otimista, economistas indicam que a cotação da moeda norte-americana deve ficar entre R$ 4,30 até R$ 5, isso caso ocorram medidas para conter os gastos públicos e o fim da pandemia.

Impactos da flutuação do dólar no agronegócio

Com dólar forte frente ao real, commodities se tornam atraentes para o mercado externo. (Fonte: Shutterstock)
Com dólar forte frente ao real, commodities se tornam atraentes para o mercado externo. (Fonte: Shutterstock)

O real foi a moeda que mais desvalorizou em relação ao dólar durante o primeiro semestre de 2020, chegando a variar 25% entre as médias de janeiro a junho. Nesse meio tempo, um dos setores que mais pôde sentir o impacto dessa transformação financeira foi o agropecuário.

A curto prazo, a valorização da moeda norte-americana pode ser benéfica para os produtores exportadores que sofreram da falta de demanda do mercado interno ou pela alta na produção. Dessa forma, esses comerciantes podem ajustar seus preços de mercado para minimizar perdas, uma vez que mesmo com os valores mais competitivos no mercado externo ainda é possível obter lucro.  

Como os contratos são firmados em dólar, um real baixo torna os produtos brasileiros mais atrativos para o mercado exterior, que pode buscar importações com maior custo-benefício. Enquanto esse período representa um bom momento para as exportações de commodities e outros produtos agrícolas, quem sofre o maior impacto é o consumidor interno, que deve sentir um aumento dos preços no mercado de mesa pela falta de oferta.

Aumento nos preços de insumos

A alta do dólar a longo prazo pode prejudicar as finanças de produtores rurais brasileiros. (Fonte: Shutterstock)
A alta do dólar a longo prazo pode prejudicar as finanças de produtores rurais brasileiros. (Fonte: Shutterstock)

Se, por um lado, a valorização da moeda norte-americana é uma boa oportunidade de mercado para os produtores rurais brasileiros abrirem frente no exterior, por outro, preços altos por médio e longo prazo podem trazer algumas complicações para o agronegócio brasileiro, como o aumento do valor de aquisição de insumos.

Caso o valor do dólar se mantenha em alta por tempo prolongado, é provável que os produtores rurais percebam um grande impacto no custo final da produção, visto que esse fator impacta diretamente a aquisição de insumos utilizados dentro das atividades agrícolas e que são comprados utilizando a moeda norte-americana.

Por conta disso, a tendência é que os produtos rurais passem por um reajuste de preço significativo, fazendo com que eles deixem se ser tão atraentes para o mercado externo e afetem negativamente o valor final da cadeia produtiva. 

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Fonte: Money Times, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Parlamento Europeu, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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