Como a pecuária pode ser mais sustentável?

29 de junho de 2020 4 mins. de leitura
A demanda crescente por carne exige que a pecuária se reinvente e diminua os impactos no meio ambiente
Quer impulsionar seus negócios? Se inscreva no Summit Agronegócio, evento que reúne os maiores especialistas em agro do País. *** A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a população mundial alcance 9,7 bilhões de pessoas em 2050; como consequência, a previsão é que o consumo de carne dobre nos próximos 20 anos, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Brasil apresenta um papel fundamental nesse contexto, uma vez que tem o maior rebanho bovino do mundo. Com o aumento da demanda de proteína animal, a pecuária tem o desafio de aplicar sustentabilidade em seus processos, uma vez que, no longo prazo, a forma atual de criação pode ser insustentável devido aos impactos ambientais. Até o momento, o comum foi a expansão das fronteiras agrícolas, mas agora é necessário aumentar a produtividade das terras já ocupadas, para manter as florestas nativas. O caminho, portanto, é utilizar técnicas de manejo mais eficientes e tecnologias que ajudem a produzir mais em um mesmo espaço.
Brasil tem maior rebanho bovino do mundo. (Fonte: Freepik)
Brasil tem maior rebanho bovino do mundo. (Fonte: Freepik)

Impactos da pecuária no meio ambiente

A pecuária como é praticada no Brasil apresenta diversos impactos ambientais; alguns dos principais são:
  • desmatamento da floresta nativa;
  • desperdício de alimentos;
  • emissão de gases geradores do efeito estufa;
  • uso excessivo de água;
  • degradação do solo;
  • extinção de espécies nativas;
  • perda de biodiversidade.
Integração entre pecuária, lavoura e arbóreas proporciona maior sustentabilidade para o setor. (Fonte: Freepik)
Integração entre pecuária, lavoura e arbóreas proporciona maior sustentabilidade para o setor. (Fonte: Freepik)

Sustentabilidade na pecuária

Para poder mitigar esses problemas e manter uma produção de alta rentabilidade, mas alinhada a práticas sustentáveis, técnicas de manejo que integram floresta, lavoura e pecuária trazem bons resultados.
  • Integração lavoura-pecuária: une criação e cultivo; após a colheita, os animais se alimentam dos restos da pastagem no local, o que ajuda a manter a terra fértil.
  • Integração lavoura-pecuária-floresta ou sistema silvipastoril: integra lavouras de diversas culturas, animais e floresta em um só ambiente.
  • Integração pecuária-floresta: quando o solo não é adequado para cultivo, uma opção é a plantação de árvores; assim, gado e arbóreos dividem o espaço.
Todas essas opções geram muitos benefícios para meio ambiente, animais e produtores. Em comum, elas promovem a diversificação da produção e, consequentemente, da renda do pecuarista. As técnicas que unem floresta e criação de animais também proporcionam ao rebanho maior bem-estar, devido aos espaços de sombra criados, gerando ganho na produção de leite e na qualidade da carne. Para o ambiente, as opções sustentáveis auxiliam na recuperação do solo e no controle da erosão, contribuindo para a diminuição da poluição do ar, ao passo que equilibram emissão e consumo de gases nocivos. Além disso, os métodos ajudam na manutenção da biodiversidade local, gerando maior eficiência na utilização de recursos naturais. A diminuição do impacto ambiental melhora, ainda, a imagem do setor pecuário brasileiro, o que pode acarretar expansão no mercado internacional, abrindo portas para novos países parceiros. Soluções sustentáveis são cada vez mais procuradas no mundo, então é a vez de a pecuária fazer a sua parte na manutenção do meio ambiente; com isso, será possível aumentar a produção para atender à crescente demanda sem maiores prejuízos ambientais. Quer ficar por dentro das novidades do agro? O Summit Agronegócio reúne especialistas e autoridades para discutir os temas mais relevantes do setor, como sustentabilidade, fruticultura, seguros, SIF, agroquímicos e abastecimento. Faça parte da evolução do agro e participe do evento mais completo do setor. Para saber mais, é só clicar aqui! Fonte: Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Estadão.
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