Agronegócio lidera criação de empregos em 2020, diz CNA

25 de setembro de 2020 3 mins. de leitura
Aumento da produção na agricultura impulsionou a criação de postos de trabalho no agronegócio, nos seis primeiros meses do ano

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Os indicadores de geração de empregos são mais um atestado do bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro em 2020, mesmo em meio à pandemia de covid-19: foram criados 62,6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, entre janeiro e junho, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Dessa forma, o agronegócio foi o único setor da economia brasileira a ter um resultado positivo nesse sentido, de acordo com a entidade.

Apenas em junho, foram criados 38,8 mil novos empregos formais em todo o País, nos diferentes setores do agronegócio — com 1,8 mil postos fechados, em compensação, mas ainda assim um resultado positivo. Embora a criação de bovinos (1.275 vagas) e de aves (792) tenham contribuído para esse saldo, o maior destaque na geração de empregos, nesses primeiros meses do ano, é a agricultura.

Agricultura impulsionou geração de empregos no agronegócio (Fonte: Pexels)
Agricultura impulsionou a geração de empregos no agronegócio. (Fonte: Pexels)

Agricultura impulsiona geração de postos de trabalho

Segundo os dados divulgados pela CNA — compilados a partir das informações públicas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia —, a agricultura gerou a maioria desses 38,8 mil novos postos de trabalho registrados em junho. Foram 9,8 mil em atividades de apoio à agricultura, 10,6 na produção de lavouras temporárias e 14,1 mil nas lavouras permanentes.

Entre as lavouras temporárias, destaca-se a soja, cuja produção deve bater o recorde em 2020 — a safra 2019/2020 está estimada em 120 milhões de toneladas, 5% a mais do que no ciclo anterior. Dessa forma, o Brasil retoma o posto de maior produtor de soja do mundo, até então ocupado pelos Estados Unidos. Entre os milhares de postos de trabalho gerados por essa cultura, a maioria surgiu em São Paulo e no Mato Grosso, segundo a CNA.

Soja, café e laranja estão entre as culturas que mais demandaram trabalhadores
Soja, café e laranja estão entre as culturas que mais demandam trabalhadores. (Fonte: Pexels)

A demanda por trabalhadores nas lavouras permanentes se deu principalmente na produção de laranja (7.004) e de café (4.978 vagas). Novamente, o estado de São Paulo se destaca, mas Minas Gerais também demandou mais de 2 mil trabalhadores para suas lavouras de café, em junho.

É interessante observar que, nessa região, a colheita de café costuma contar com menos automação do que em outras regiões, por conta do relevo — portanto, exigindo mais trabalhadores. O trabalho na produção de laranja, por sua vez, é impulsionado pelo crescimento do mercado de hortifruti em geral, especialmente nas exportações, com a perspectiva de que a China comece a importar frutas frescas do Brasil.

Dessa forma, os dados de geração de empregos no agronegócio são representativos de uma indústria que permanece forte — e da importância do agro para sustentação da economia brasileira, frente à crise em outros setores.

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Fonte: Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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