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Afinal, o que é MIP e como essa estratégia ajuda o agronegócio?

Manejo de Integração de Pragas permite controle da lavoura com técnicas sustentáveis

Afinal, o que é MIP e como essa estratégia ajuda o agronegócio?
19/06/2020 • 3 min. de leitura

O Manejo de Integração de Pragas (MIP) é um conjunto de técnicas sustentáveis para prevenir pestes e doenças na lavoura. A estratégia tem como objetivo principal reduzir os custos e aumentar a produção do agronegócio, sendo aplicável a várias culturas e permitindo a manutenção em níveis que não causem danos econômicos ao produtor.

O modelo de manejo se baseia na exploração do controle natural, nos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas, no monitoramento das populações de pestes, além do uso da cadeia alimentar a favor das culturas. Para otimizar o controle biológico nas plantações, o conceito integra uma série de ferramentas: produtos químicos e agentes biológicos, como predadores, parasitas, fungos e bactérias são utilizados para promover ganhos de produtividade em lavouras de soja, milho, algodão, feijão, entre outras.

Como aplicar o MIP no agronegócio

Observação atenta e monitoramento constante da lavoura são necessários para identificar e controlar pragas que podem trazer prejuízo econômico. (Fonte: Shutterstock)

Primeiro é necessário identificar quais são as principais pragas que podem afetar as plantas. A partir daí, é possível verificar e adotar a melhor estratégia para o controle efetivo de cada alvo. É importante, também, detectar quais insetos podem ser benéficos e estão presentes de forma natural no cultivo, podendo servir como predadores e aliados no manejo integrado da plantação.

O monitoramento da lavoura deve ser constante, desde antes do plantio até a colheita, uma vez que a ocorrência de diferentes espécies de pragas pode ser muito dinâmica. Todas as estruturas da planta (raízes, folhas, hastes, flores, frutos) devem ser inspecionadas, com lupas entomológicas e armadilhas adesivas podendo ser úteis para a localização dos organismos invasores, em especial os muito pequenos, como ácaros.

Os produtores devem ficar atentos à flutuação populacional das pragas, para mantê-la abaixo do nível de dano econômico (NDE), ou seja, do número mínimo de agentes que podem causar prejuízo. Para tanto, é preciso identificar qual é o nível de controle (NC) e a densidade populacional mínima a partir da qual é necessário implantar técnicas de manejo para evitar o alcance do NDE.

Estratégias do MIP

Técnica para diminuir capacidade de reprodução do Aedes aegypti pode ser aplicada na agricultura para controlar pragas. (Fonte: Shutterstock)

As estratégias utilizadas pelo MIP devem ser empregadas antes do plantio, para evitar níveis críticos de agentes causadores de prejuízo na lavoura. Dessa forma, os benefícios são ampliados ao longo do tempo, promovendo bons resultados tanto para o produtor como para o consumidor.

A escolha dos métodos a serem utilizados deve considerar fatores ecológicos, ambientais, sociais e econômicos. Uma combinação de estratégias pode ser necessária para alcançar efeitos duradouros e sustentáveis no controle de insetos e outros agentes danosos às plantas.

As principais estratégias adotadas nesse tipo de manejo são:

  • controle cultural — Redução da oferta de alimentos para a praga, em que restos culturais e plantas daninhas devem ser eliminadas no período entressafras, com a presença ou não de pestes;
  • controle comportamental — Manipulação de sinais químicos entre os seres vivos por meio de plantas armadilhas ou repelentes, além da utilização de feromônios para interrupção da reprodução;
  • controle genético — Diminuição das pragas com a redução do potencial reprodutivo a partir da alteração do genoma das pestes a serem controladas; um exemplo são os mosquitos da dengue machos geneticamente modificados para serem estéreis;
  • controle varietal — Utilização de plantações resistentes por meio de processos de melhoramento genético convencional ou transgenia;
  • controle biológico — Preservação ou liberação de inimigos benéficos nas lavouras, como parasitas, predadores, fungos, bactérias e vírus para o combate às pragas;
  • controle químico — Uso de defensivos químicos com muito critério para evitar efeitos negativos sobre inimigos naturais e polinizadores; a rotação desses produtos é importante para evitar o desenvolvimento de resistência pelas pragas e a diminuição da eficiência da aplicação, podendo ser a última opção do produtor.

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Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio) e Embrapa.