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Graúna: novo grão de café mais produtivo e resistente à ferrugem

Híbrido de Acauã e Catucaí, cafeeiros de Graúna apresentam forte vigor e alta produtividade comparada aos demais

Graúna: novo grão de café mais produtivo e resistente à ferrugem
16/04/2020 • 3 min. de leitura

O programa de melhoramento genético da equipe do antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC) e da Fundação Procafé foi responsável por desenvolver a cultivar Graúna. O novo grão é o resultado de um híbrido natural de cafeeiros Acauã e Catucaí.

As características que marcam os cafeeiros Graúna são: porte baixo; bom vigor; boa resistência à ferrugem; a alta produtividade. Em comparação ao Acauã normal, o Graúna apresenta uma maturação mais precoce e frutos maiores. Suas folhas apresentam um visual que varia entre as cores verde e bronze. Os ramos produtivos do café são compridos e com rosetas repletas de frutos.

Os grãos de Graúna foram batizados em homenagem à ave de mesmo nome. Também conhecido como Pássaro Preto ou Melro, o pássaro Graúna pode ser encontrado em diversas regiões do país, mas principalmente no Nordeste.

A nova linhagem foi colocada em teste na Fazenda Experimental da Fundação Procafé, em Boa Esperança (Minas Gerais). Após os primeiros experimentos, o grão também foi testado em fazendas nas cidades de Varginha e de Areado.

Originalmente batizado de "Acauã 7/52", apresentou-se como um híbrido muito mais produtivo do que diversos outros grãos resultados de cruzamentos genéticos. No teste realizado em Varginha, os cafeeiros de Graúna produziram 54 sacas por hectare enquanto outros grãos, como o Catucaí amarelo 66, produziram 28 sacas.

O próximo passo para a Fundação Procafé é disponibilizar as sementes de Graúna às lavouras comerciais. A Fazenda Experimental de Varginha instalou um campo de multiplicação de sementes híbridas, onde os interessados pelo produto podem obtê-lo.

Comércio de café no Brasil

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Em 2019, o Brasil se reafirmou como um dos principais produtores de café no mundo. Segundo os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), foram 40,6 milhões de sacas de café vendidas para o exterior. O cálculo considera a soma do café verde, solúvel, torrado e moído.

Atualmente, o estado de Minas Gerais concentra aproximadamente 70% da área de plantação de café Arábica no Brasil. Os dados são resultados da pesquisa de campo feita pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Estado de Minas Gerais.

De acordo com a Emater, Minas é responsável por produzir mais de 50% da safra anual de café no Brasil. Sendo um polo produtor do grão de café Arábica, o estado do sudeste brasileiro tem 1,22 milhão de hectares destinados ao cultivo desse tipo de grão.

Esse café é reconhecido por ser mais fino e requintado. O grão de Arábica apresenta variados níveis de corpo e acidez, além de aroma intenso. No entanto, são plantas mais sensíveis e sujeitas à praga, por isso necessitam de um grau maior de atenção.

Exportação de grãos

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

O último relatório da Cecafé apontou a marca de 2,7 milhões de sacas de café exportadas pelo Brasil durante fevereiro em 2020. O preço médio das sacas girou em torno de US$ 133,59, representando uma alta de 1,8% em relação ao mesmo período no ano passado.

Em números gerais, o Brasil gerou US$ 361,4 milhões com o comércio de café apenas em fevereiro. Durante o ano de 2019, o país apresentou números recordes no faturamento com a venda de sacas — foram 40,6 milhões exportadas.

Os US$ 5,1 bilhões gerados com o setor em 2019 foram um aumento de 13,9% em comparação às cifras obtidas em 2018. Entre os países que mais importam café brasileiro estão: Estados Unidos (1,9 milhão de sacas), Alemanha (934,6 mil sacas) e Japão (824,3 mil sacas).

O ano de 2019 registrou um aumento de 35,4% de grãos de café brasileiros para outros países produtores de café. O comércio com o grupo econômico Brics, ao qual o Brasil faz parte, também teve um crescimento de 28,8%.

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Fonte: IBC