Feiras de orgânicos seguem operando com adaptações na quarentena

Governo federal cria medidas para auxiliar pequenos produtores durante período de crise causado pelo novo coronavírus

Feiras de orgânicos seguem operando com adaptações na quarentena
06/05/2020 • 2 min. de leitura

Feirantes e pequenos produtores receberam boas notícias no fim de março. O Decreto n. 10.282 considerou como essenciais as atividades de suporte e disponibilização de insumos da cadeia produtiva, o que garante o prosseguimento das operações do setor em meio ao surto do novo coronavírus.

A decisão conjunta entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Economia e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu aos agricultores familiares e outros produtores a manutenção das vendas em feiras livres e no mercado varejista, mas com uma condição especial: cuidado redobrado na higienização.

Compreendendo a importância da venda de itens agrícolas para a população e para a geração de renda dos produtores rurais, as pastas elaboraram uma lista com 19 orientações para que os trabalhadores combatam a disseminação do novo coronavírus. As medidas visam principalmente ressaltar a necessidade do foco em higiene pessoal, limpeza de ambientes, superfícies e veículos. Os famosos mercadões e feiras devem disponibilizar álcool 70% e pias com água corrente e sabonete para uso de comerciantes e consumidores.

Agricultores ganham benefícios durante crise

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Na tentativa de minimizar os impactos que o agronegócio vem sofrendo durante a pandemia do novo coronavírus, principalmente os pequenos produtores, o governo federal anunciou medidas voltadas para os trabalhadores rurais e para os impactos da época de estiagem. O pacote garante a prorrogação de prazo para a amortização de financiamentos de custeio e de investimentos que já venceram ou estão para vencer até 15 de agosto de 2020. As taxas de juro continuarão com o preço original da operação.

Aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a ação foi um pedido da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao Ministério da Economia e ao Banco Central, que logo acatou as reivindicações. O governo federal também liberou um limite de R$ 65 milhões por beneficiário para que cooperativas, agroindústrias e cerealistas possam cumprir seus compromissos financeiros. Através do recurso de crédito, chamado de Financiamento para Estocagem e Comercialização, agricultores familiares e demais empresas terão 240 dias para pagar com taxas de 6% e 8%, respectivamente.

Com as novas medidas, Tereza Cristina acredita que pequenos e médios agricultores terão maior tranquilidade para se estabelecer financeiramente e conseguir atravessar o período de crise.

Mercado alternativo

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

Com os governos estaduais encerrando diversas atividades temporariamente para incentivar o isolamento social durante o período crítico do novo coronavírus, muitos pequenos produtores vêm recorrendo a aplicativos de delivery para manter as atividades.

Os serviços de entrega se tornaram uma boa alternativa para a parcela da população que exerce o home office e busca variações alimentares. Dessa forma, pequenos produtores podem disponibilizar seus produtos nas plataformas online, que vêm fazendo entregas sem contato físico e com maior cuidado na higienização dos materiais.

Autoridades como a Anvisa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (EFSA) já indicaram não existirem evidências que indicam risco de contaminação por meio de alimentos.

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Fonte: Governo Federal e SEBRAE.