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Exportação de celulose deve voltar a ter alta no Brasil

Apesar de oscilações no mercado causadas pela pandemia, o País deve retomar o posto de principal fornecedor do produto

Exportação de celulose deve voltar a ter alta no Brasil
20/08/2020 • 3 min. de leitura

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O Brasil deve retomar o posto de maior fornecedor mundial de celulose mesmo após os impactos causados na economia pela pandemia do novo coronavírus, segundo indicam as projeções do estudo Outlook Fiesp 2029. A indústria de árvores plantadas para comércio impacta em 1,3% o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e deve continuar tendo extrema importância, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá Florestas).

Relevantes compradores da matéria-prima nacional, Ásia e Europa chegaram a reduzir as importações em 10% em 2019, fazendo com que o mercado observasse leve recuo na receita. Entretanto, a área de plantio do eucalipto, principal fonte de celulose, deve crescer 11% até 2029.

A tendência da indústria é que, com o crescimento da oferta, a demanda mundial volte a se reequilibrar durante os próximos meses, favorecendo o país sul-americano. Presente em 50% da composição da madeira, a celulose tem baixo custo de produção, elevada resistência mecânica e pode atuar como material sustentável substituto do plástico.

Celulose tem variação de preços durante pandemia

Madeira de eucalipto é uma das principais fontes de celulose no Brasil. (Fonte: Shutterstock)

A paralisação da indústria em decorrência das medidas de isolamento social fez com que os preços da fibra curta e da fibra longa de celulose oscilassem bastante durante maio no mercado chinês, como indicaram os índices da Fastmarkets Foex. A tonelada de fibra curta chegou a U$ 466, cerca de U$ 2,60 a menos que no mês anterior, mas a reabertura das fábricas vem fazendo com que os índices existentes antes da pandemia comecem a se reequilibrar.

O consumo de fibra curta na China é um dos fatores que o Brasil pode explorar no segundo semestre de 2020. A matéria-prima é utilizada para a confecção de papéis sanitários, que devem ter consumo crescente na Ásia durante a próxima década.

A expectativa é que o País passe a exportar 20,3 milhões de toneladas líquidas de celulose em 2029, valor que representa crescimento de 40% na quantia vendida em 2018.

A sustentabilidade da celulose

Plástico feito com nanofibras de celulose tem tempo de degradação muito menor na natureza. (Fonte: Shutterstock)

O Brasil é um dos pioneiros na criação de técnicas de criação de plástico com nanofibras de celulose. De acordo com os pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), esse material apresenta elevado grau de resistência e pode ser usado em diversos âmbitos, como na construção civil e no setor automobilístico.

As fibras celulósicas têm um tempo de degradação no meio ambiente muito menor que o plástico tradicional, o que gera um impacto significativamente reduzido no planeta, mostrando o potencial sustentável desse mercado.

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Fonte: Senai, Agrolink, Bragamagazine e Plástico Virtual.