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Embrapa cria manual para manejo de ervas daninhas

Material auxilia agricultores no cultivo sustentável de soja e traz conteúdo de valor desde o tratamento do solo até a pós-colheita

Embrapa cria manual para manejo de ervas daninhas
15/02/2020 • 2 min. de leitura

As ervas daninhas crescem entre a plantação sem que o agricultor tenha feito o plantio delas e prejudicam o desenvolvimento da lavoura, pois absorvem os mesmos nutrientes, água e espaço da cultura que se deseja colher. Pensando em ajudar os cultores de soja a evitar esse tipo de problema, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou um manual com instruções e dicas para o cultivo sustentável, incluindo o manejo de plantas daninhas.

O material, feito a pedido do Projeto Soja Brasil, visa contribuir para que os agricultores tenham lavouras melhores do que as de anos anteriores. Há capítulos sobre cuidado com o solo, produção de sementes e grãos, calagem, adubação e inoculação, semeadura, manejo de pragas e doenças, colheita e pós-colheita, além de uma parte exclusivamente sobre o trabalho com ervas daninhas.

Planta daninha entre plantação de soja
(Fonte: Cotrisoja/Divulgação)

Dicas para o manejo de plantas daninhas

É fundamental que o agricultor tome medidas de prevenção para evitar o surgimento de plantas indesejadas na cultura. Caso isso aconteça, é importante fazer a identificação logo no início, para que o controle seja realizado de maneira adequada e sem acréscimos no custo da plantação.

Confira algumas instruções presentes no manual da Embrapa.

Tratos culturais

Além do uso de soluções químicas, como herbicidas, é importante estar atento para época correta de semeadura, espaçamento e densidade da plantação, cobertura do solo e cultivares.

Sementes indesejadas

As sementes de plantas indesejadas podem estar presentes nos fertilizantes e até mesmo entre as sementes da cultura. Por conta disso, é necessária muita atenção desde a fase do manejo do solo e do plantio.

Fase crítica das plantas daninhas

A fase em que a erva daninha representa mais risco para a plantação é na emergência do solo até o fechamento do dossel, por isso é importante lidar com elas no início desse período.

(Fonte: Shutterstock)

Dessecação da vegetação

A dessecação da vegetação na área de plantio no tempo correto evita o crescimento de plantas indesejadas e de pragas subterrâneas. Alguns exemplos são os corós e os percevejos castanhos.

Diversificar herbicidas

Em caso de uso de herbicidas, é importante aplicar diferentes tipos de químicos. Utilizar um único produto ajuda a selecionar plantas resistentes, tornando o controle e a solução mais difíceis e os gastos maiores. Por isso, é fundamental a rotação e diversificação das soluções químicas.

Plantio direto e palhada

O plantio direto com formação de palhada abundante ajuda a inibir o crescimento de plantas invasoras. Além disso, existem palhadas com efeito alelopático sobre algumas espécies de ervas daninhas (quando uma planta exerce efeito sobre outra, nesse caso inibindo seu desenvolvimento).

Monitoramento da plantação

O monitoramento da área de plantio é uma prática fundamental para identificar plantas invasoras e para um melhor planejamento de controle.

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Fontes: Embrapa, Cotrisoja.