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Como o coronavírus pode afetar os animais e a sua comercialização

Em função do surto de coronavírus, as demandas de carne originadas na China devem sofrer um grande impacto

Como o coronavírus pode afetar os animais e a sua comercialização
12/03/2020 • 2 min. de leitura

Como o mundo inteiro já sabe, o Coronavírus, que teve origem confirmada em Wuhan, na China, está se proliferando muito rapidamente. Já são mais de 28 mil pessoas infectadas com a doença, e existem milhares de outros casos ainda suspeitos. Embora haja uma força-tarefa mundial para conter ou, pelo menos, amenizar a velocidade de disseminação do coronavírus, a pandemia da doença pode afetar as exportações de carne demandadas pela China e outras diversas atividades agropecuárias.

De que forma são avaliados os riscos alimentares?

Existe uma grande preocupação do governo chinês em relação aos riscos apresentados pelo consumo de carnes no país. Apontado como possível causador do novo vírus, o mercado de venda de animais silvestres e selvagens está proibido temporariamente em Pequim. Além do desequilíbrio ambiental causado pela venda, a aproximação entre humanos e animais selvagens pode contribuir para o avanço desenfreado do coronavírus.

O que isso afeta nos frigoríficos brasileiros?

(Fonte: Shutterstock)

Em nota oficial emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por enquanto as exportações brasileiras de carne não devem ser afetadas. "De maneira geral, o coronavírus também pode causar infecções em animais. Entretanto, as investigações ainda estão em andamento para identificar e estabelecer as espécies com potencial de ser um reservatório dessa doença. Até o momento, com base nas informações disponíveis, não temos relatos do vírus em qualquer espécie animal. Ressaltamos ainda que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) não fez nenhuma restrição de comercialização de produtos e de animais", afirma o Ministério.

Há uma previsão de aumento na exportação de carne direcionada à China justamente pelo cenário atual. Segundo o presidente da JBS, Gilberto Tomazoni, no ano 2000, após o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), deu-se um aumento significativo na importação de carne de origem brasileira. É com base no histórico de importação na época em que a SARS tomou conta da China que existe a previsão de aumento na demanda por carne no país.

Animais de estimação

(Fonte: Shutterstock)

Segundo Li Lanjuan, epidemiologista e conselheira técnica da Comissão Nacional de Saúde da China, o coronavírus pode ser transmitido para cães e gatos. Embora não exista qualquer caso suspeito ou confirmado a respeito da questão dos animais de estimação, a especialista alertou sobre a possibilidade de contaminação entre espécies mamíferas, portanto todos os cuidados com higiene e prevenção devem ser tomados.

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Fontes: Mapa