Agronegócio brasileiro quebra recordes de exportação

25 de junho de 2020 4 mins. de leitura
Em meio à crise causada pelo novo coronavírus, setor apresenta resultados positivos

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O desempenho do agronegócio brasileiro tem sido uma surpresa positiva para o governo durante a pandemia do novo coronavírus. Após o relatório Focus, do Banco Central, apresentar expectativa de retração de 5,12% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, o setor vem nadando contra a corrente e pode terminar o ano em alta.

As medidas de isolamento social acabaram afetando diretamente o setor de serviços, que deve ter redução de 4% no PIB. Ainda assim, projeções de economistas demonstram que os negócios agrícolas apresentam possibilidade de crescimento de 2,48%. Esses bons resultados podem ser explicados pela exportação dos produtos brasileiros para o mercado asiático, já que os envios de soja, carne bovina e carne suína alcançaram números recordes e têm auxiliado a reduzir as perspectivas de déficit financeiro do Brasil.

Mercado de carnes

Carne bovina obteve números recordes no mês de maio (Fonte: Pixabay)
Carne bovina obteve números recordes em maio. (Fonte: Pixabay)

Segundo o último relatório da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne bovina ultrapassaram a marca histórica de vendas do produto em maio. Foram 115,13 mil toneladas de carne in natura enviadas para fora do País, com média de 7,76 mil toneladas por dia. Em 2019, a média diária foi de 5,65 mil toneladas, marcando crescimento de 37,2%.

Entenda: Como o coronavírus impacta as exportação de carne

As exportações do produto representaram receita de US$ 628,64 milhões — as cifras recordes foram 41,5% superiores ao mesmo período do ano anterior. A parceria comercial com a China tem sido o principal fator de impulso do comércio brasileiro, pois, durante a crise, a demanda dos chineses por carne aumentou consideravelmente. Nesse período, o preço da arroba dos machos com menos de quatro dentes girou entre R$ 200 e R$ 205.

Carne suína

Outro produto que bateu recordes durante maio foi a carne suína. Desde 1997, quando o relatório da Secex começou a ser produzido, as exportações de carne de porco nunca atingiram valor superior ao registrado em 2020; foram 90,7 mil toneladas embarcadas para o exterior, representando aumento de 44,1% frente a abril e 53,2% em comparação com maio de 2019.

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De acordo com especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), dois indicadores influenciaram o crescimento na venda do produto: a demanda chinesa e a presença da peste suína africana (PSA) em países da Ásia, Europa e África.

Essa também foi a primeira vez que o comércio de carne suína ultrapassou a casa do bilhão. As exportações do produto geraram R$ 1,2 bilhão para os cofres nacionais, sendo 50,7% superiores a abril.

Comércio de soja

China foi destino de 73% da soja exportada brasileira (Fonte: Pixabay)
China foi destino de 73% da soja brasileira exportada. (Fonte: Pixabay)

Um dos principais grãos produzidos no Brasil, a soja também vem obtendo bons resultados no início de 2020. O relatório da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aponta um ano recorde do grão: entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 49,725 milhões de toneladas do produto, o que representa alta de 36,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Saiba mais: China se consolida como principal destino da soja brasileira

Entre os maiores compradores da commodity estão China, Espanha, Holanda, Turquia e Paquistão. Os chineses foram responsáveis por 73% das compras de soja brasileira, importando cerca de 36 milhões de toneladas.

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Fonte: Banco Central, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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