Conheça o evento

Castanha-japonesa gera renda para pequenos produtores do sul de Minas

Avanço científico ajuda na produção do alimento, que é tipicamente japonês; o preço do quilo pode chegar a R$ 40

Castanha-japonesa gera renda para pequenos produtores do sul de Minas
08/04/2020 • 2 min. de leitura

Produto típico do clima frio japonês, a castanha-japonesa despontou como uma alternativa de renda para pequenos produtores, sobretudo aqueles que atuam no sul de Minas Gerais. Também conhecida como "castanha-kurí", a castanha-japonesa começou a se destacar no mercado brasileiro e pode custar até R$ 40 o quilo.

Ainda que esse fruto faça sucesso no mercado local, são poucos os agricultores que o cultivam no Brasil. Isso, juntamente com o preço do quilo, torna a produção interessante para pequenos agricultores que desejam aumentar a renda. O atrativo dessa castanha está em seu sabor, similar ao da castanha-portuguesa, a mais conhecida pelos brasileiros. Assim como a portuguesa, a japonesa pode ser consumida de diversas formas: crua, assada ou cozida.

Produção de 50 toneladas

(Fonte: Unsplash)

O produto chegou ao Brasil há poucos anos pelas mãos do agricultor japonês Hisashi Amagai. Apesar de morar no país desde 1965, foi apenas recentemente que ele resolveu testar a cultura de castanha-japonesa em terreno brasileiro. Isso porque o clima quente da maior parte do Brasil não é propício para o cultivo desse tipo de castanha, já que o calor prejudica a qualidade do alimento.

A solução de Hisashi foi investir nessa cultura em um clima mais ameno, em regiões altas do sul de Minas Gerais. E o que começou como um teste, com menos de 40 mudas da castanheira, vingou e hoje se tornou a maior cultura de castanha-japonesa da região. Agora, são mais de 10 mil pés espalhados por 35 hectares de plantação, com a previsão de produzir 50 toneladas de kurí em 2020.

Pesquisas ajudam na produção

porco-espinho, castanha, natureza, castanha - comida, sementes, porca - comida, comida
(Fonte: Hippopx)

Um dos desafios no cultivo de frutas é o clima brasileiro. Mesmo quando o cultivo é realizado em regiões mais frias, como o Sul do país, outros obstáculos, presentes no pós-colheita, trazem problemas aos agricultores. Esse é o caso da castanha-japonesa, que apresenta um tempo de conservação pós-colheita de menos de cinco dias em um clima tão quente como o brasileiro. Por meio de pesquisas e técnicas de resfriamento, foi possível aumentar a vida útil do produto e torná-lo mais comercializável, independente do clima. A solução foi desenvolvida por meio de pesquisas científicas e testes de métodos já utilizados em outros países.

Se interessou pelo assunto? Aprenda mais com especialistas da área no Summit Agro. Enquanto isso, acompanhe as notícias mais relevantes do setor pelo blog. Para saber mais, é só clicar aqui.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo, Embrapa