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Carne bovina: as maiores tendências para o setor

Estudo realizado pela Embrapa revela que inovação tecnológica e bem-estar animal serão pilares para a valorização da carne bovina

Carne bovina: as maiores tendências para o setor
16/08/2020 • 3 min. de leitura

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Um estudo recentemente divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelou que as tendências para o mercado de carne bovina podem transformar completamente o cenário desse segmento. Dentre as estimativas, especialistas afirmam que cerca de 50% dos pecuaristas desse ramo poderão encerrar suas atividades até 2040.

Isso porque as novas exigências sanitárias e sustentáveis pós-pandemia direcionarão a produção para um caminho mais tecnológico e inovador. Sendo assim, pequenos produtores que não se unirem a associações ou cooperativas que ajudem nessa transição não terão "forças" para permanecer no mercado.

Em 2018, a pecuária de corte teve uma representação significativa de 8,7% no PIB nacional, movimentando cerca de R$ 597,22 bilhões. Para os próximos anos, as expectativas de crescimento são as melhores possíveis, desde que o setor se mantenha atualizado em relação às tendências mundiais.

Tecnologia a favor da produtividade

gado no pasto
(Fonte: Shutterstock)

O apelo por uma produção mais sustentável é tema de urgência em todas as cadeias produtivas, principalmente dentro do agronegócio. A preocupação em torno do desmatamento para a abertura de pastos tem levado o setor a buscar mais intensamente alternativas que preservem os biomas e o equilíbrio dos ecossistemas.

Considerando isso, os estudos e as pesquisas sobre sistemas integrados, como o ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), e técnicas para aumento da produtividade têm sido cada vez mais estimulados e colocados em prática pelos pecuaristas brasileiros. Para conseguir cumprir o desafio de alimentar o mundo em constante crescimento populacional, produzir mais carne em um mesmo espaço é fundamental.

De acordo com as projeções desenvolvidas pela Embrapa, os próximos anos serão favoráveis para os produtores que se atentarem às novidades e inovações tecnológicas relacionadas ao ganho de produtividade. A produção de carne bovina brasileira deve ocupar grande parte das comercializações internacionais, exportando não só um produto de qualidade como também um bom material genético.

Especialistas da Embrapa afirmam: “o Brasil terá uma pecuária altamente tecnificada, profissional, competitiva e uma referência global, não só pelo gigantismo, mas também por sua tecnologia, qualidade, segurança e sustentabilidade".

Comportamento do mercado pós-pandemia

gado
(Fonte: Shutterstock)

Outro fator que deve direcionar as tendências para o mercado de carne bovina é o comportamento dos consumidores após a pandemia de coronavírus. Considerando que as doenças virais recorrentemente são passadas para os humanos pelos animais, as exigências sanitárias se tornarão ainda mais rígidas e será preciso manter um alto padrão de qualidade para conseguir manter e expandir relações comerciais.

Com a evolução da tecnologia e os sistemas de rastreabilidade, os produtores precisarão reforçar suas medidas de sustentabilidade, bem-estar animal e segurança alimentar em todas as etapas dessa cadeia produtiva. Pecuaristas que não se adequarem ao novo mercado nesse quesito não conseguirão manter suas atividades.

Por outro lado, quem estiver disposto a alinhar a produção de acordo com as tendências para o setor desfrutará da valorização do produto, com melhores preços de venda e boas oportunidades de atuação no mercado externo.

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Fonte: Embrapa.