Brasil e Índia fecham 15 acordos de cooperação bilateral

Governos dos dois países se reuniram em Nova Deli para selar acordo de cooperativismo em diversos setores

Brasil e Índia fecham 15 acordos de cooperação bilateral
26/03/2020 • 3 min. de leitura

No fim de janeiro de 2020, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, foi até a cidade de Nova Déli, na Índia, para participar da cerimônia da troca de atos entre os países. Durante o evento na Hyberabad House, os dois governos assinaram 15 documentos que selam um acordo de cooperação e memorandos de entendimento em diversas áreas.

Também estiveram presentes representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia (DAHD). O encontro entre Bolsonaro e o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, serviu para incentivar a cooperação bilateral entre os dois países-membros do Brics — grupo econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

As principais temáticas do tratado são cooperação em sanidade animal, capacitação técnica de profissionais da área, incentivo de pesquisas em genômica bovina e intercâmbio mútuo de germoplasma. O acordo prevê, acima de tudo, revitalizar o plano de ação feito em 2006 para fortalecer a parceria estratégica entre Brasil e Índia. Os dois governos concordam em estabelecer um mecanismo de diálogo, com o qual podem acompanhar sistematicamente os resultados obtidos por meio do acordo.

O tratado permite aos participantes compartilhar informações de forma colaborativa em seis temas principais: coordenação político-estratégica; comércio, investimentos, agricultura, aviação civil e energia; ciência, tecnologia e inovação, cooperação espacial, meio ambiente e cooperação técnica; defesa e segurança; cultura e educação; e temas consulares, saúde, previdência social e cooperação jurídica.

(Fonte: Pixabay)

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi acompanhada pelos secretários Jorge Seif Júnior (Aquicultura e Pesca) e Orlando Ribeiro (Comércio e Relações Internacionais). Um dos 15 acordos firmados dá conta de fortalecer uma parceria entre o Mapa e o DAHD nos próximos anos nas áreas de pecuária e produção leiteira.

O tratado entre os dois países deve aumentar as expectativas de planos de intercâmbio cultural e ações econômicas nas mais diversas áreas do governo. Em discurso para a imprensa, Modi explicou: "o Brasil é um parceiro valioso na transformação econômica da Índia. Consideramos o Brasil uma fonte confiável para nossas necessidades nos campos de alimentos e energia, pois nosso comércio bilateral está crescendo".

Por fim, os países entraram em acordo para instalar um Centro de Excelência em Pecuária Leiteira na Índia. O objetivo é criar uma forte relação comercial e de investimento entre os setores privados das nações, com grande papel de empresas brasileiras no trabalho de genética bovina no país asiático.

Relação com Brics

(Fonte: Pixabay)

Os acordos feitos com a Índia fazem parte de uma sequência de atos do governo Bolsonaro para efetuar manutenção das relações com Brics. No fim de 2019, o presidente chinês Xi Jinping viajou ao Brasil para a XI Cúpula do bloco econômico, realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).

O líder chinês aproveitou a viagem para assinar uma série de acordos com o governo brasileiro, envolvendo política, economia, comércio, agricultura, saúde, cultura e vários outros setores. Na reunião, Tereza Cristina e o ministro de Negócios Estrangeiros da China, Wuan Hi, fecharam um plano de colaboração agrícola em que os países realizariam um intercâmbio de tecnologia e inovação com o objetivo de aumentar a atratividade comercial entre os países.

Ainda na agricultura, os governos entraram em acordo sobre o protocolo sanitário para a exportação de melões brasileiros e importação de peras chinesas. Hoje, a China representa o maior parceiro comercial do Brasil; o intercâmbio comercial entre os dois países ultrapassou a marca de US$ 57 bilhões de exportações entre janeiro e novembro de 2019. A relação de parceria se mostrou benéfica para o País, que atingiu um superávit de US$ 25 bilhões.

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Fontes: Udop, Mapa