Brasil aposta na Índia como parceira no agronegócio

Acordos firmados com o país asiático podem trazer tecnologia e mais exportações para o Brasil

Brasil aposta na Índia como parceira no agronegócio
27/03/2020 • 2 min. de leitura

O Brasil vem estreitando cada vez mais os laços comerciais com países do continente asiático. A região abriga atualmente 65% da população mundial e é o principal destino das exportações brasileiras, comprando 41% das vendas do Brasil ao exterior. Depois de firmar acordos com a China, agora é a vez da Índia de despontar como grande parceira comercial do agronegócio brasileiro.  

Em visita ao país asiático em janeiro, o governo brasileiro firmou acordos de comércio e cooperação que podem trazer bons resultados para a balança comercial. Em 2030, a Índia deve ser o país mais populoso do mundo, superando a China e chegando a 1,3 bilhão de habitantes.

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia chegaram a US$ 676 milhões. Dentre os produtos mais vendidos para o país estão o óleo de soja (bruto), o açúcar de cana (bruto) e o algodão.

Novos acordos

caminhão com cana-de-açúcar
(Fonte: Freepik)

A missão brasileira à Índia voltou com resultado bastante positivo. Foram firmados 15 acordos para estreitar as relações entre os países. Um destes visa ajudar a Índia na diversificação de sua matriz energética e prevê a cooperação dos dois países na promoção da produção de biocombustíveis — como etanol, biodiesel e biogás.

A experiência brasileira será valiosa para o desenvolvimento da indústria de etanol indiana. Por outro lado, para que isso aconteça, parte da produção de cana-de-açúcar indiana deve ter como destino a produção dos combustíveis, o que é vantajoso para o Brasil, já que a Índia compete com o país nas exportações de açúcar.

Outro acordo firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Pesca, Pecuária e dos Laticínios da Índia foi de cooperação em relação a sanidade animal (tanto no comércio de animais quanto no de material genético), capacitação técnica com cursos, estágios, e transferência de tecnologias em reprodução animal. Além disso, o acordo prevê cooperação na pesquisa genômica bovina e intercâmbio de material genético.

espiga de milho
(Fonte: Freepik)

Outro intercâmbio firmado foi o de sementes. O Brasil exportará gergelim para a Índia e importará sementes de milho do país. Segundo o Mapa, a exportação dessa semente sofreu no ano passado incremento de 596%, passando de US$ 3,7 milhões, em 2018, para US$ 25,4 milhões, em 2019.

Vale lembrar que com o avanço das negociações entre EUA e China, o Brasil poderá perder espaço nas exportações. Então, os acordos firmados com a Índia podem fazer com que esse impacto seja menor.

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Fonte: Mapa, Agência Brasil