AgTech: a tecnologia chega ao campo

Startups brasileiras são o caminho para o agronegócio do futuro

AgTech: a tecnologia chega ao campo
14/10/2019 • 2 min. de leitura

O crescimento da população e o aumento da demanda na produção de alimentos têm feito o setor de agronegócio buscar na tecnologia uma maneira de aumentar a sua produção, conseguindo mais eficiência e qualidade e, por consequência, maior lucratividade. Dos grandes produtores aos pequenos agricultores familiar, todos têm buscado no próprio mercado brasileiro as soluções para os seus problemas — e assim temos o impacto das startups nacionais do setor, as AgTechs.

Também chamadas de agrotechs, as iniciativas voltadas para o campo têm crescido de forma importante, revolucionando a forma como os proprietários lidam com seus negócios e proporcionando maior controle das atividades. Tanto tem se desenvolvido que agora os olhos das grandes empresas tecnológicas do exterior se voltam para o que esses novos empreendedores do setor estão criando, já que muitos acabam indo estudar fora do País por incentivo de entidades bastante reconhecidas, como a NASA e a Google.

AgTech (Fonte: Arabian Business/Reprodução)
(Fonte: Arabian Business/Reprodução)

Além de facilitar a vida do produtor, o uso da tecnologia tem permitido menos gastos e mais produção, mudando a sua renda de patamar. Seja com uma maneira mais eficiente de irrigação, seja com o uso de painéis solares para economia de energia, seja até mesmo com o monitoramento do plantio para evitar a proliferação de pragas, as AgTechs têm trazido respostas para os desafios que faziam parte da rotina dos produtores e eram de difícil (e muitas vezes onerosa) resolução.

Agora que o alcance da internet vem gradualmente aumentando no território brasileiro, fazendo com que o sinal chegue aos lugares mais distantes do País, a implementação da tecnologia no campo ganhou uma nova proporção. Muito apoiado na Internet das Coisas (IoT), com objetos interconectados via internet, o agronegócio ganhou uma gama de ferramentas que mudam a forma como todo o processo é realizado, dando ao trabalho uma característica mais profissional.

É possível, por exemplo, acompanhar as condições climáticas por sensores espalhados no terreno, fazer medições precisas dentro de cada trabalho, interligar os dados dos maquinários e saber tudo o que está acontecendo no negócio através de softwares de gestão.

O importante é que startups têm aparecido em vários eixos do Brasil, não sendo exclusividade apenas de uma única região. Outro fator interessante para o seu desenvolvimento tem sido o incentivo por parte do Estado, com programas que ajudam a tirar a ideia do papel, assim como o aumento de aceleradoras que dão suporte para que as empresas cresçam.

O agronegócio é uma das forças que movem o País, e é nesse espaço que as startups têm visto o caminho para, além de abrir passagem para o produtor driblar as adversidades, permitir que obtenha um lucro cada vez maior. No fim, todos ganham.

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