Grupos empresariais e instituições avaliam riscos na imagem do Brasil

7 de julho de 2020 3 mins. de leitura
38 grupos empresariais e 4 instituições se manifestaram sobre as consequências do momento histórico mundial pela covid-19, analisa Tejon

Por José Luiz Tejon Megido*

A preocupação com imagem brasileira envolvendo o meio ambiente, além da excepcionalidade do momento histórico mundial pela covid-19, reuniu 38 grandes grupos empresariais atuando no País e quatro instituições para assinarem o documento: “Comunicado do setor empresarial brasileiro” (Jornal Valor – A5 – 7/7).

Um aspecto muito positivo ao ouvirmos essa “voz”, além da dimensão gigantesca que na soma dos seus movimentos econômicos e financeiros têm de impacto no PIB brasileiro, está o compromisso com uma nova economia, sustentabilidade, responsabilidade social, enfim um novo Brasil apontado para um novo mundo pós-covid-19.

O documento salienta as estratégias de uma economia circular, de baixo carbono, de inclusão social e econômica de comunidades locais na Amazônia e demais biomas brasileiros, e um combate inflexível e abrangente ao desmatamento ilegal na Amazônia E demais biomas…

Alimentos, tudo o que é originado no agronegócio, desde a ciência e tecnologia, passando pelos produtores rurais e chegando aos consumidores finais do mundo inteiro será doravante sinônimo de “saúde”. A própria ministra da agricultura da Alemanha, Julia Kloeckner, registra: “a carne é barata demais”, ao criticar os riscos de sanidade envolvidos na terceirização de mão-de-obra nos frigoríficos alemães.

Dentre organizações como banco Itaú, Santander, Rabobank, Eletrobrás, Amaggi, Shell, Natura, Bayer, Siemens, Microsoft, dentre outros gigantes empresariais, até Henessy e Louis Vuitton, e Marfrig, a Abag, Abiove, Iba – indústria brasileira da árvore, e o Cebds, assinam e registram suas posições fechando o documento “precisamos fazer as escolhas certas agora e começar a redirecionar os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular e baixo carbono, e inclusiva, em que não ha controvérsia entre produzir e preservar…”.

Dessa forma diríamos e enfatizaríamos… caso contrário, corremos o risco de ficarmos a margem da nossa própria história…

Bem-vindos à ação de cidadania. O Brasil precisa muito mais da sociedade civil organizada do que se ajoelhar e depender dos poderes públicos e seus interesses muitas vezes não republicanos e misturando o bem e o mal na manipulação populista pelos seus egos e disputas de pequenos poderes, ou dos grandes falsos poderes que se desvanecem inexoravelmente com o tempo. O passado sempre condena, mas agora não temos mais tempo para esperar. O presente precisa ser o resultado do futuro. 2020 marca o fim do século 20. 2021 marca o início do século 21. Vamos a ele.

*José Luiz Tejon Megido é doutor em Educação, mestre em Arte, Cultura e Educação pela Universidade Mackenzie; professor de MBA na Audencia Business School, em Nantes, na França; coordenador do Agribusiness Center da FECAP; membro do Conselho da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, e sócio-diretor da Biomarketing

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