A importância dos modelos de pastagem para a qualidade dos rebanhos

Qualidade da terra na plantação de forrageiras é fator fundamental para que produtores alcancem bons rendimentos

A importância dos modelos de pastagem para a qualidade dos rebanhos
11/04/2020 • 3 min. de leitura

Uma boa alimentação dos animais é um dos fatores primordiais para que o gado cresça saudável e gere o rendimento esperado pelos produtores, e o manejo da pastagem influencia diretamente o cumprimento das necessidades nutricionais das criações. Uma dieta adequada para bois e vacas consiste, sobretudo, em proteínas, energia, macro e microminerais.

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador de sementes forrageiras do mundo. O território nacional tem 115 milhões de hectares de pastagens cultivadas, com 51,4 milhões de hectares predominantes no cultivo do chamado capim-marandu.

A escolha da forragem adequada não é uma missão fácil para quem trabalha com gado. São vários os fatores que influenciam a decisão: as condições climáticas da região, os nutrientes de cada planta, o tipo de solo e as características do rebanho. Após a definição da planta ideal, os produtores precisam lidar com a manutenção da terra, pois estabelecer um nível elevado de qualidade do solo é fundamental para que a forragem cresça sem danos e não gere prejuízos durante o período de cultivo.

Com os mecanismos de controle de qualidade adequados, os produtores rurais se previnem nos períodos de seca, aumentam a qualidade de vida do gado e garantem a alimentação do ano para todos os animais.

Escolhendo as forrageiras

(Fonte: Pixabay)

No Norte, no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil, a alta incidência solar e a regularidade pluvial fazem com que a terra tenha necessidades completamente diferentes do Nordeste, onde as plantas precisam sobreviver ao baixo nível de umidade. No Sul, os produtores lidam com duas situações inversas: o verão marcante e o inverno com baixas temperaturas. Cada condição climática é responsável por moldar qual é o tipo de forragem mais adequado para o local.

O marandu, capim mais comercializado no Brasil, aparece como a principal opção por sua alta flexibilidade de uso e adaptabilidade às variações climáticas do País. A semente consegue sobreviver a diferentes tipos de fertilidade do solo e suas raízes profundas e fortes fazem com que tolere a seca e o frio. Outro mérito do capim-marandu é ser menos suscetível a danos decorrentes do ataque de cigarrinhas-das-pastagens.

Com seu alto nível nutricional, acolhe as demandas de quem busca ganho de peso e maior produção de leite do rebanho. Durante o período de chuvas, esse capim pode atingir taxas de 11% de proteína bruta.

Mantendo a qualidade da terra

(Fonte: Pixabay)

Para a sobrevivência das plantas forrageiras, é importante que os produtores rurais façam a  manutenção constante do solo. As sementes forrageiras requerem os mesmos cuidados que as utilizadas em lavouras, como café, soja e milho. Uma das primeiras etapas é providenciar uma análise laboratorial do solo para compreender se existe a necessidade de aplicar correções no terreno. Em seguida, o produtor pode realizar a adubação ou iniciar o processo corretivo com técnicas como a gessagem, que consiste em aplicar gesso na terra para ajudar na obtenção de nutrientes.

Para o crescimento ideal das plantas, é imprescindível garantir que as plantas consigam extrair os nutrientes do solo mesmo em períodos de menor pluvialidade. O produtor de gado também deve estar atento para o crescimento de ervas daninhas, que acabam competindo com as forrageiras e, por fim, sequestram a umidade e os nutrientes do terreno. Um pasto sujo pode ser fator-chave para que os índices de produtividade do rebanho caiam drasticamente.

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Fonte:  UFRGS, Embrapa