Economia verde pode gerar 2 milhões de empregos agrícolas após a pandemia

2 de outubro de 2020 4 mins. de leitura
Modelo de retomada verde também diminuiria os efeitos da agricultura e da indústria nas mudanças climáticas

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020, refletindo os impactos da pandemia do novo coronavírus. A agropecuária foi o único setor a apresentar crescimento em relação ao trimestre anterior, com um tímido aumento de 0,4%. A economia verde poderia representar uma retomada do crescimento no período pós-pandemia.

Essa retomada verde da economia é caracterizada pelo investimento em setores estratégicos, principalmente através de novas tecnologias. Há um aproveitamento maior dos recursos públicos e privados, além do uso de inovações nos processos de produção. Ela reflete em menos emissão de gases do efeito estufa, favorecendo a despoluição do ar e a diminuição das mudanças climáticas.

O instituto WRI Brasil e a iniciativa New Climate Economy publicaram um estudo que expõe dois modelos de economia verde que poderiam gerar, de forma conjunta, 2 milhões de novos empregos até 2030, além de injetar R$ 2,8 trilhões no PIB até o final da década. O modelo internacional Blues (Brazilian Land-Use and Energy Systems Model) se baseia no uso de tecnologia, propondo 12 mil soluções que poderiam contribuir nesse contexto, enquanto o nacional MEV (Modelo de Economia Verde) prevê a geração de empregos e renda.

Legenda
Novas tecnologias aumentam a sustentabilidade no campo. (Fonte: Fotos Públicas)

Olhar para o futuro

“O Blues é muito voltado para energia, mobilidade, uso do solo; e, com essa informação, o MEV consegue simular quantos empregos são gerados para construir e operar uma usina termoelétrica a carvão, por exemplo, e quantos empregos são gerados para uma usina eólica”, explica Roberto Schaeffer, doutor em política energética e especialista em modelos de avaliação integrada em energia, uso do solo e mudanças climáticas, em entrevista ao WRI Brasil.

A pandemia do novo coronavírus acendeu um alerta para o impacto econômico do agronegócio, que pode ter um declive caso medidas de proteção do meio ambiente não sejam tomadas. “O que estamos propondo é um redirecionamento da economia brasileira, começar a se pensar para além do mandato deste governo. São visões de futuro para o Brasil, que significam um país que lida melhor com sua agricultura, pecuária e florestas, com seu setor energético, com a sua mobilidade urbana, entre outras coisas”, detalha Schaeffer.

Como implementar a economia verde?

A retomada verde pode ser feita através de uma infraestrutura mais adequada, reduzindo custos e impactos no meio ambiente. O Brasil tenta há décadas melhorar esse cenário, principalmente para atrair cada vez mais investimentos privados internacionais, que seriam ampliados caso houvesse a comprovação do desenvolvimento sustentável.

A questão da Amazônia, por exemplo, é uma das que estão povoando os noticiários internacionais. O uso mais apropriado do solo agrícola já existente poderia diminuir os impactos na devastação da floresta, melhorando a imagem do País no exterior e atraindo mais investimentos. Além disso, contribuiria para o meio ambiente, ajudando na preservação e no uso consciente de recursos. Já na área industrial, a redução no uso de combustíveis fósseis ajudaria a diminuir a emissão de gases do efeito estufa, desacelerando as mudanças climáticas.

Uso de energia renovável diminuiria a emissão de gases do efeito estufa. (Fonte: Fotos Públicas)

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Fonte: WRI Brasil, Agência Brasil e IBGE.

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