Agro brasileiro vai dobrar de tamanho, em 2044 ou 2028? Só depende de nós

4 de novembro de 2020 3 mins. de leitura
Tejon lista os fatores urgentes que precisam ser olhados no Brasil para o agronegócio deslanchar

Por José Luiz Tejon Megido*

“O Brasil é maior do que o buraco”, assim dizia o jornalista Joelmir Beting. Isso quer dizer que, mesmo não fazendo nada e não atrapalhando muito, o Brasil vai.

Decio Gazzoni, membro do Conselho Científico do Agro Sustentável (CCAS), com um currículo admirável, foi chefe de unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), assessor especial da presidência da República, professor da Unesp, é pesquisador da Embrapa, colocou a mão na massa e iniciou uma visão sobre como podemos dobrar o agro de tamanho.

Suas conclusões iniciais apontam para uma população mundial que vai crescer mais 25% sobre a atual, taxa média potencial de crescimento do PIB do mundo na faixa de 3,3% ao ano. Da mesma forma, teremos no planeta uma luta antidesigualdade crescendo, a segurança alimentar e o Brasil, somente para atender às demandas, precisa crescer mais 40% sobre o que produz hoje até 2028 conforme dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dessa forma, professor Décio revela:

1 – Não fazendo nada e atrapalhando, chegaremos ao dobro do agro brasileiro em 2044;

2 – Em um cenário pessimista, mas com algum esforço, dobraremos em 2035;

3 – Com boas probabilidades realizando governança, podemos dobrar até 2030; 

4 – Cenário otimista com demanda internacional, diversificação de produtos brasileiros, boa administração, dobraremos até 2028.

Professor Décio Gazzoni nos inspira para a realização do planejamento estratégico do agronegócio nacional, desde o A do abacate ou A das abelhas, até o Z do zebu. E se incluirmos um plano agroindustrial, sem dúvida criaremos circunstâncias em que dobrar o agro de tamanho, com seu impacto direto em pelo menos 50% de todo PIB do País, passará a ser a única saída para o crescimento digno da nação, não apenas adaptação e acomodação, mas sim Superação.

Vale ver toda a aula magna proferida pelo professor sobre essa matéria, incluindo os 13 fatores determinantes: cenários, demanda firme, preços e câmbio favoráveis, oferta sólida, competitividade, atender clientes, tecnologia adequada, sustentabilidade, cortar custos Brasil, criar valor, diversificar, agressividade comercial, marketing e vendas. Aí estão 13, mas com uma ressalva: “Dos 13 fatores, 10 só dependem de nós; os ultimos 10 de cima para baixo na lista”. Prof. dr. Décio Gazzoni, que nos inspire a todos e as nossas lideranças e governo, urgentemente.

*José Luiz Tejon Megido é doutor em Educação, mestre em Arte, Cultura e Educação pela Universidade Mackenzie; professor de MBA na Audencia Business School, em Nantes, na França; coordenador do Agribusiness Center da FECAP; membro do Conselho da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, e sócio-diretor da Biomarketing