A participação dos pequenos e médios produtores nas exportações de grãos

20 de agosto de 2019 3 mins. de leitura
As oportunidades de exportação de grãos estão acessíveis a pequenos e médios produtores

O Brasil é atualmente o segundo maior exportador de soja no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Se comparados os dados em escala global, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), das 362 milhões de toneladas exportadas em 2018 até meados de 2019, o Brasil contribuiu com pouco mais de 30% de toda a soja exportada no mundo.

É um grande potencial que deve ser aproveitado, afinal é uma vocação nacional, que abre os mercados com grande vantagem natural.

Ainda que se trate de um mercado de grandes contratos, usualmente negociados por períodos pré-estabelecidos e com o envolvimento de grandes empresas, os pequenos e médios produtores também podem encontrar espaço se recorrerem a algumas estratégias, como participar de cooperativas ou buscar formas de inserção internacional.

Pequenos e médios produtores de grãos

A internacionalização das pequenas e médias empresas é um passo a ser dado com muito planejamento e capacitação, tanto das técnicas para oferecer um produto de qualidade quanto da qualificação da empresa para gerir processos que a exportação requer.

Para tanto, cabe primeiramente considerar se as exportações serão feitas de maneira direta (envolvendo importador e exportador diretamente) ou indireta (por meio de trading companies).

Esse fato, por si só, já determina muito de como as negociações serão desenvolvidas. Para quem está iniciando, a forma indireta é mais segura e menos dispendiosa, visto que o processo é todo centralizado na trading — que, nesse caso, cumpre o papel de exportador.

Na exportação indireta, a trading, além de manter o contato com o importador, é responsável por todos os procedimentos operacionais que envolvem a exportação, cabendo ao produtor apenas entregar a carga nas condições combinadas.

É importante ressaltar que a empresa produtora precisa estar com toda documentação em dia nos âmbitos da Secretaria da Receita Federal para o cadastro de exportadores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Exportação de Soja (Fonte: Pixabay/Reprodução)

Entrando no mercado internacional

Para iniciar as exportações e negociar diretamente com os importadores, é preciso ter acesso a esse mercado. O planejamento começa com as formas como a empresa terá opções de inserção no mercado global; para tanto, convém a verificação dos seguintes tópicos:

  • Promoção comercial: o Ministério das Relações Exteriores, através de sua ferramenta BrasilGlobalNet, oferece meios para promoção de produtos brasileiros como uma vitrine do exportador. Também incentiva e fomenta participações em feiras nacionais e internacionais e tem papel importante para promover rodadas de negócios entre importadores e exportadores.
  • Pagamentos internacionais: é um item de extrema importância saber as modalidades de pagamentos e como cada uma funciona; assim, a empresa pode se resguardar em suas operações.
  • Formação de preço para exportação: é preciso estar ciente dos aspectos tributários que envolvem a formação do custo do produto.
  • Aspectos operacionais: é necessário conhecimento sobre a logística para embarque das cargas e toda a parte documental que acompanha o processo. Para esses casos, também é possível contar com a assessoria de empresas especializadas.

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Fontes: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Comex.

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